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Conselho Europeu e Estados Unidos redobram sanções contra a Rússia

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De  Euronews
Conselho Europeu e Estados Unidos redobram sanções contra a Rússia
Direitos de autor  Olivier Hoslet/AP   -  

A uma só voz, os líderes europeus voltaram a condenar categoricamente o que Vladimir Putin está a fazer. O reforço das sanções económicas, a única forma concreta de combate para já, vai passar a abranger cerca de 70% de todas as empresas estatais e bancos russos.

Na sequência do Conselho Europeu, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, declarou que "o presidente Putin escolheu trazer a guerra de volta à Europa. Estamos perante uma invasão total da Ucrânia, o que coloca em risco a paz de todos".

E, no entanto, há quem saliente que a via do diálogo não está encerrada. "Ao mesmo tempo que condenamos, que sancionamos, que tomamos decisões, deixamos em aberto esse caminho para que, no dia em que houver condições para tal, alcancemos a cessação das hostilidades para as ucranianas e os ucranianos", afirmou Emmanuel Macron, presidente francês.

O presidente Putin escolheu trazer a guerra de volta à Europa.
Ursula von der Leyen
Presidente da Comissão Europeia

Mas o consenso não é total. Apesar dos apelos do presidente ucraniano nesse sentido, as sanções europeias e americanas não vão desligar Moscovo do sistema de pagamentos internacionaisSWIFT.

"As sanções que propusemos terão as mesmas consequências sobre os seus bancos, talvez mais do que se fosse o SWIFT. Continua a ser uma opção, mas é essa a posição que o resto da Europa pretende adotar", realçou o presidente americano, Joe Biden.

Não para Boris Johnson. O primeiro-ministro britânico tem defendido repetidamente o bloqueio do acesso ao SWIFT, uma plataforma cooperativa que protege as transações internacionais, mas há parceiros europeus que receiam o impacto nas suas próprias economias.

Também o Japão decidiu suspender a exportação de semicondutores para a Rússia e congelar bens de instituições financeiras. Por outro lado, a China é acusada pela Austrália de estar a ajudar Moscovo, ao continuar a permitir importações russas.