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"Se isto não são crimes de guerra, o que são crimes de guerra?"

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De  Bruno Sousa
Vala comum em Bucha, na Ucrânia
Vala comum em Bucha, na Ucrânia   -   Direitos de autor  Rodrigo Abd/The Associated Press

"As ações da Rússia parecem tratar-se de crimes de guerra". Ursula von der Leyen apontou o dedo ao Kremlin antes de terminar a visita à Ucrânia, enquanto testemunhava a destruição de Busha. A Presidente da Comissão Europeia sublinhou que não era uma especialista no assunto, e que seria necessária uma investigação, mas não deixou de dizer "se isto não é um crime de guerra, o que é um crime de guerra?"

Os horrores da guerra vão sendo descobertos à medida que os russos abandonam a região de Kiev. De acordo com as autoridades ucranianas, os russos têm como prioridade o leste do país, onde tentam "controlar as localidades de Rubizhne, Nizhne, Popasnaya e Novobakhmutovka e assumir o controlo total de Mariupol."

Do lado dos russos, o ministério da Defesa divulgou imagens de um ataque aéreo ao que dizem ser um tanque ucraniano encoberto por edifícios industriais. O Kremlin insiste em negar ataques contra civis e afirma ter "informações que as forças ucranianas estão a preparar uma nova provocação para acusar a Rússia do alegado massacre de civis em Irpin".

Igor Konashenkov chamou ainda a atenção para o facto de "as unidades das forças armadas russas terem deixado o local há mais de uma semana".

Apesar das garantias russas, as ações no terreno saltam à vista e na cidade de Kramatorsk, no leste da Ucrânia, os vestígios do ataque a uma estação ferroviária, lotada com pessoas que tentavam fugir da guerra, são minuciosamente investigados pelas autoridades.