Mlitares ucranianos recebem treino em armamento britânico

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De  Luke Hanraba
O Governo de Boris Johnson tem apoiado a Ucrânia com o envio de armamento e treino dos militares
O Governo de Boris Johnson tem apoiado a Ucrânia com o envio de armamento e treino dos militares   -   Direitos de autor  AP/AP

À medida que a guerra na Ucrânia prossegue, especialistas e antigos membros do exército britânico refletem sobre até onde está o Reino Unido disposto a ir para apoiar o exército ucraniano.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, tem feito questão de manifestar apoio ao Presidente ucraniano... desde o início do conflito, e as ações do governo do Reino Unido têm falado quase tão alto quanto as suas palavras.

A 9 de Março, o secretário de Defesa britânico anunciou que o Reino Unido iria fornecer mísseis antiaéreos Starstreak de alta e baixa velocidade.

Agora, Ben Wallace diz estar em condições de informar o parlamento que estes sistemas estão há mais de três semanas a ser usados pelas forças ucranianas.

Dezenas de militares da Ucrânia estão a ser treinados no Reino Unido no uso de veículos blindados Wolfhound para depois voltarem para a guerra.

O antigo tenente coronel Stuart Crawford considera que a nível diplomático e político "é provavelmente mais fácil" levar os soldados ucranianos para serem treinados no Reino Unido.

Stuart Crawford acredita que as forças especiais britânicas podem também estar a treinar as tropas ucranianas em solo ucraniano, e afirma que ficaria bastante surpreendido se isso não estivesse já a acontecer. O analista militar sublinha, no entanto, que os soldados não andam a exibir as patentes do Reino Unido nos uniformes quando estão no terreno. Pelo contrário, "eles estão integrados".

O analista diz que até recentemente o Reino Unido forneceu armas e treino suficiente à Ucrânia para garantir que não perde o conflito, mas que "agora, estamos a começar a ver uma mudança no fornecimento de armamento e formação para dar uma oportunidade às forças armadas ucranianas de vencerem”.

Em Londres, o centro cultural ucraniano está a receber alimentos, medicamentos e mantimentos para o exército ucraniano através de ações de crowdfunding.

“Grande parte do que chega tem de ser organizado e limpo", afirma Natalya Ravyluk, para quem "os países europeus podiam fazer mais".

“A Ucrânia não merece ser um país de segunda mão, por isso estamos a tentar tornar estas coisas o melhor possível. Estamos a fretar camiões, a angariar fundos onde é possível e, se o governo do Reino Unido puder enviar mais coisas, pode ajudar muito”, sublinha.

Para Natalya Ravyluk, “tudo o que está a ser feito agora – boicotar as empresas russas, fornecer ajuda militar à Ucrânia e dar-lhes apoio moral – , já deveria ter sido feito há oito anos, e esta catástrofe poderia ter sido evitada”

Enquanto prosseguem os avanços russos na região do Donbass – a Ucrânia continua a lutar – e a queimar o arsenal militar de que dispõe.