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Adesão da Macedónia do Norte à UE continua num impasse

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De  Nara Madeira  com AP
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Manifestação em Scópia
Manifestação em Scópia   -   Direitos de autor  Boris Grdanoski/Copyright 2022 The Associated Press

Milhares de pessoas reuniram-se no exterior da sede do governo da Macedónia do Norte, no sábado à tarde. Um protesto contra uma proposta francesa que pretende resolver a contenda, com a Bulgária, que bloqueia as negociações para a adesão do país à União Europeia.

Para o executivo a proposta é uma "base sólida" para começar. Para o principal partido da oposição ela favorece as exigências búlgaras. Uma professora do Instituto Nacional de História, Natasa Kotlar, afirmava que "todas as pessoas, no mundo, têm o direito à autodeterminação", o povo macedónio também, e têm o direito a decidir sobre "a sua própria identidade".

Há 17 anos que a Macedónia do Norte é candidata à adesão à UE. Mas o país vizinho, membro do bloco forte europeu, insiste que para que isso aconteça é preciso que o país reconheça, formalmente, que a sua língua tem raízes búlgaras, que a sua Constituição inclua a existência de uma minoria búlgara e que ponha fim ao "discurso de ódio" contra a Bulgária. Parte importante da sociedade da Macedónia do Norte não concorda.

A querela está a atrasar o dossier de adesão da Albânia, que para a União Europeia faz parte do mesmo pacote.