Shinzo Abe, uma presença de peso na política japonesa

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De  euronews
Antigo PM japonês, Shinzo Abe
Antigo PM japonês, Shinzo Abe   -   Direitos de autor  AP Photo   -  

O antigo primeiro-ministro japonês Shinzo Abe contava-se entre as figuras mais influentes da política japonesa.

O ultraconservador sucedeu a Junichiro Koizumi em 2006 e tornou-se o primeiro-ministro mais jovem do país aos 52 anos de idade.

Mas a sua atitude exageradamente nacionalista assim como problemas de saúde levaram-no a abandonar o cargo um ano mais tarde.

Em 2012 Shinzo Abe regressou ao cargo de chefe do governo liderando o país durante quase oito anos consecutivos.

Shinzo Abe veio de uma família nacionalista que incluia o seu avô, Nobusuke Kishi, acusado de crimes de guerra antes de se tornar primeiro-ministro.

Shinzo recebeu o rótudo de ultra-nacionalista depois de visitar o santuário Yasukuni dedicado aos mortos na guerra incluindo criminosos de guerra. Esta visita teria causado onda de choque em ambas as Coreias assim na China.

As relações entre o Japão e os seus vizinhos atravessaram altos e baixos mas Shinzo manteve sempre laços com ambos.

Os seus apoiantes afirmam que o seu legado foi o reforço da relação entre os Estados Unidos e o Japão que resultou no fortalecimento das capacidades de defesa do país.

Mas esta atitude criou inimigos ao forçar várias questões controversas pelo parlamento, mesmo apesar de níveis elevados de oposição pública.

Abe prometeu ainda revitalizar a nação retirando a economia do ciclo deflacionário o que implicou a combinação entre estímulos fiscais, flexibilização monetária e reformas estruturais.

Ao apresentar a demissão, Shinzo Abe disse que tinha tido uma recorrência da colite ulcerosa, algo de que sofria desde adolescente.

Por resolver ficaram várias questões como os japoneses raptados anos atrás pela Coreia do Norte, uma questão territorial com a Rússia e a revisão da constituição anti-guerra elaborada no pós-guerra.