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Biden estreitou laços com a Arábia Saudita e os países do Golfo

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De  Euronews
Biden e MBS na Arábia Saudita
Biden e MBS na Arábia Saudita   -   Direitos de autor  Mandel Ngan/AFP   -  

Terminou a controversa visita de Joe Biden à Arábia Saudita.

O presidente norte-americano deixou o país, após uma estadia de menos de 24 horas para garantir o aumento da produção petrolífera e estreitar laços.

No discurso na cimeira dos países do Golfo, na presença dos líderes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Omã, Kwait, Barhein, Egito, Jordânia e Iraque Biden prometeu que o seu país não voltará as costas à região deixando espaço para outros.

"Só está a tornar-se claro para mim como os interesses americanos estão estreitamente interligados com os sucessos do Médio Oriente. Não nos afastaremos e deixaremos um vazio a ser preenchido pela China, Rússia ou Irão. Procuraremos construir a partir deste momento com uma liderança americana ativa e de princípios", disse.

Os Estados Unidos também prometeram mil milhões de dólares em apoio à segurança alimentar "a curto e longo prazo" no Médio Oriente e no Norte de África.

Por seu lado, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, prometeu aumentar a produção de petróleo para 13 milhões de barris, no máximo, por dia, salientando que não poderá aumentar mais para satisfazer a procura de petróleo nesta crise energética global.

A visita fica marcada pelo encontro entre Biden e Mohammed bin Salmane (MBS) acusado pelos serviços de informação americanos de ser o cérebro do assassinato do jornalista saudita Jamal Kashoggi em 2018.

Joe Biden, que tinha prometido tratar a Arábia Saudita como um "pária", diz que falou sobre o assunto com o príncipe herdeiro e que ele lhe disse que não era o responsável e fez tudo para punir os responsáveis.

Num briefing de imprensa organizado apressadamente na sexta-feira à noite, Biden disse ter mencionado este caso "logo no início" do seu encontro com o príncipe herdeiro, de facto ao leme da rica monarquia, assegurando ter sido "o mais claro possível".

Salientando que foi o primeiro presidente dos EUA desde os ataques de 11 de setembro a chegar ao Médio Oriente sem que os militares americanos estivessem envolvidos numa grande intervenção militar, Joe Biden disse que "os Estados Unidos estão a investir na construção de um futuro melhor na região em cooperação com todos os países.

A administração Biden afirma querer promover uma nova "visão" para o Médio Oriente, baseada no diálogo e na cooperação económica e militar. O pano de fundo é o processo de normalização das relações entre Israel e os países árabes.

Segundo um comunicado da monarquia saudita, a Arábia Saudita e os Estados Unidos da América assinaram 18 acordos de cooperação em domínios muito variados, como espacial, energia, finanças ou saúde.