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Seca e incêndios estão a prejudicar a produção de mel europeia

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De  Francisco Marques  & Magyar Ádám
Girassóis sem pólen para alimentar as abelhas
Girassóis sem pólen para alimentar as abelhas   -   Direitos de autor  Euronews   -  

A produção de mel europeia está a ser muito prejudicada pela seca e ainda mais, como por exemplo em Portugal, devido aos incêndios.

Muitas das abelhas que sobrevivem estão a ser alimentadas artificialmente devido à falta de néctar e pólen, o que na Hungria está para já a afetar a variedade do mel, como nos conta o apicultor István Sárosi, que explora uma comunidade com cerca de cinco milhões de abelhas distribuídas por dezenas de caixas de madeira contendo favos.

"Os apicultores que vendem grandes quantidades de mel estão a ser compensados, de certa forma, por uma boa plantação de acácias. No entanto, para os apicultores de pequenos mercados, onde é importante ter variedade, é mau oferecer apenas um ou dois tipos de mel. Não sei como vão aguentar este ano se não tiverem mel armazenado dos últimos anos", perspetivou István Sárosi.

O apicultor debate-se ainda com a reação das abelhas à falta de água. Habitualmente, quando o calor sobe, as abelhas de Sárosi consomem mais de 30 litros de água por dia. Agora, com a escassez de néctar e pólen, os insetos reduzem a reprodução e tornam-se mais agressivas.

As plantações magiares de girassol também deviam estar repletas de zumbidos, mas a escassez de chuva deixou as plantas sem capacidade de oferecer néctar e pólen em quantidade suficiente. Por isso, as abelhas  estão esfomeadas e isso reflete-se na produção de mel.

O correspondente da Euronews na Hungria visitou um campo de girassóis na região de Tura onde as plantas normalmente crescem "cerca de dois metros".

"Devido à seca mal nos passam da cintura. As abelhas costumam produzir cerca de 25 quilos de mel a partir destes campos, mas este ano não têm praticamente nenhum", conclui Ádám Magyar.