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Crise no sul da China desencadeia receios internacionais

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De  Teresa Bizarro  com agências
Os "exercícios militares" chineses devem prolongar-se até domingo
Os "exercícios militares" chineses devem prolongar-se até domingo   -   Direitos de autor  AP/CCTV   -  

Taiwan fechou o espaço aéreo esta quinta-feira. Decisão tomada depois das manobras militares da China. O Exército de Libertação Popular terá disparado mais de uma dezena de mísseis para águas taiwanesas durante um exercício militar. Pequim ordenou entretanto que marinha e força aérea evitem exercícios militares à volta da ilha.

A ASEAN - Associação dos Países do Sudeste Asiático - apelou à "máxima contenção". No Camboja, o tema esteve no topo da agenda da cimeira dos Ministros dos Negócios Estrangeiros da região. União Europeia e Estados Unidos participaram no encontro como convidados.

O Secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, espera que a China não crie razões artificiais para um ataque. O chefe da diplomacia Europeia sublinha a necessidade de reforçar a cooperação.

"Esta parceria e relação é também importante para os acontecimentos no Indo-Pacífico, face à situação nesta área, especialmente no que diz respeito à China. Há algumas notícias nesta frente e temos de falar sobre isso," diz Josep Borrell, Alto Comissário Europeu para a Política Externa.

Taipé compara a China com a Coreia do Norte e pede à comunidade internacional que condene o que define como "coacção militar".

Nancy Pelosi, a primeira presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos a visitar Taiwan em 25 anos, já está na Coreia do Sul. O governo de Seul tem sido um aliado de Washington na Ásia - colhe no território mais de 28 mil soldados norte-americanos.

Impacto económico

Taiwan produz mais de metade dos chips utilizados em smartphones, automóveis, computadores e outros produtos electrónicos. As vendas de chips para fábricas chinesas que montam a maior parte da electrónica de consumo mundial aumentaram 24,4% no ano passado para 104,3 mil milhões de dólares.

As empresas taiwanesas estão a preparar-se para as demonstrações de força chinesa e possíveis perturbações do comércio para além dos quatro dias que Pequim diz que os seus exercícios irão durar, afirmou a economista Alicia Garcia Herrero da Natixis CIB, que se encontrava com empresários na capital da ilha, Taipé.

Qualquer perturbação significativa "criaria ondas de choque para as indústrias globais", afirmou Rajiv Biswas da S&P Global Market Intelligence.

Analistas temem que possa agravar a inflação, já elevada nos Estados Unidos e na Europa.