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"Não é momento para aumentar as tensões"

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De  euronews
A  Aliança Atlântica diz que os militares da KFOR estão "preparados para intervir se a estabilidade for ameaçada".
A Aliança Atlântica diz que os militares da KFOR estão "preparados para intervir se a estabilidade for ameaçada".   -   Direitos de autor  NATO / POOL/Anadolu Ajansı   -  

Terminou sem um consenso a reunião entre os líderes da Sérvia e do Kosovo, em Bruxelas, que teve a mediação da União Europeia. Aleksandar Vucic e Albin Kurti não chegaram a um acordo sobre a decisão de Pristina de proibir os bilhetes de identidade e matrículas de veículos sérvios no seu território, a partir de 01 de setembro, e que aumentou a tensão entre os dois países.

O chefe da diplomacia europeia sublinhou a importância de se chegar a um consenso. Josep Borrell afirmou que "Isto aconteceu no momento em que nos encontramos numa fase crítica para a Europa. Assistimos ao regresso da guerra ao nosso continente. Após a invasão russa da Ucrânia, estamos a enfrentar um momento dramático e muito perigoso para o nosso continente. Este não é um momento para aumentar as tensões. É tempo de procurar soluções."

A diplomacia da União Europeia anunciou que "as negociações vão continuar nos próximos dias".

Os líderes sérvio e kosovar reuniram-se depois, separadamente com o secretário-geral da NATO. Jens Stoltenberg alertou para os perigos da retórica inflamatória em que ambos os lados levantaram o espectro de uma nova guerra nos Balcãs.

A força de manutenção de paz da NATO no Kosovo, a KFOR, mantém 3.700 elementos no território. A Aliança Atlântica diz que os militares estão "preparados para intervir se a estabilidade for ameaçada".

A Sérvia não reconhece a independência autoproclamada pelo Kosovo em 2008, uma década depois de uma guerra sangrenta que fez 13.000 mortos. Desde então, a região é assolada por episódios recorrentes de violência. Os 120.000 sérvios do Kosovo não reconhecem a autoridade de Pristina e se mantêm-se fiéis a Belgrado.

Ambos os países pretendem entrar na União Europeia. A Sérvia tem desde 2012 o estatuto de "candidato oficial", enquanto Kosovo é "candidato potencial". Cinco países do bloco não reconhecem a independência da ex-província sérvia.