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Bósnia-Herzegovina: Oposição pode recontagem dos votos

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De  Euronews
Jelena Trivić, candidato às eleições na República Srpska
Jelena Trivić, candidato às eleições na República Srpska   -   Direitos de autor  Radivoje Pavicic/Copyright 2022 The Associated Press   -  

O partido da oposição na Republika Srpska, a entidade sérvia na Bósnia, fala em fraude eleitoral nas eleições gerais de domingo. A candidata do Partido do Progresso Democrático, Jelena Trivić, continua a acreditar que não perdeu o escrutínio e quer uma recontagem dos votos.

"Vamos reclamar uma nova organização do processo eleitoral em toda a Republika Srpska. Este é o nosso objetivo final. Para o conseguirmos teremos de pedir uma recontagem dos votos em muitas mesas de voto".
Jelena Trivić
Candidata do Partido do Progresso Democrático

Trivic e Milorad Dodik, o atual líder político bósnio-sérvio, tinham declarado ambos, no domingo, vitória nestas eleições. Mas dados preliminares, anunciados pela Comissão Nacional de Eleições, apontam o político pró-russo como vencedor com 49 por cento dos votos contra 42 da sua adversária. A contagem não estava ainda fechada.

Um dos correspondentes da euronews em Sarajevo explicava que há mudanças no panorama político adminstrativo no país. "Espera-se que os líderes moderados, bósnio e croata, entrem para a presidência bósnia de três membros, enquanto uma aliada próxima do líder bósnio-sérvio pró-russo, Milorad Dodik, se tornará, provavelmente, no primeiro membro feminino da presidência", referia Stefan Goranović.

Mas, e apesar do sucesso da oposição neste escrutínio, o referido jornalista acrescentava que "muitos analistas acreditam que os partidos nacionalistas continuarão a ser dominantes nos parlamentos nacionais e regionais do país".

As irregularidades eleitorais, relatadas, e o facto de algumas pessoas terem sido detidas por fraude eleitoral, não altera a perceção de "dirigentes, e alguns observadores", de "que a votação decorreu um pouco melhor do que nas eleições anteriores, na Bósnia", frisava Goranović. 

Ao mesmo tempo, a Bósnia-Herzegovina atravessa a pior crise política desde que terminou a guerra, em 1995. Crise impulsionada por "políticas separatistas da liderança sérvia e ameaças de bloqueios por parte de partidos políticos representativos dos croatas bósnios", concluia Stefan Goranović.