Mais três anos de prisão para a Nobel da Paz Aung San Suu Kyi

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De  Nara Madeira  com AP
Aung San Suu Kyi, antiga líder do Myanmar
Aung San Suu Kyi, antiga líder do Myanmar   -   Direitos de autor  Peter Dejong/Copyright 2019 The AP

Nova condenação para Aung San Suu Kyi, mais três anos de cárcere, decididos por um tribunal militar do Myanmar, novamente por corrupção. Trata-se de duas penas, de três anos cada, que serão cumpridas simultaneamente pelaantiga líder do país, deposta. 

Foram já impostos à Nobel da Paz, detida a 1 de fevereiro de 2021 quando os militares tomaram o poder, 26 anos de prisão.

Suu Kyi negou a acusação de ter recebido mais de 560.000 euros de suborno de Maung Weik, um magnata condenado há vários anos de prisão por tráfico de droga. Negou também as restantes alegações, que acabaram com a condenação a 23 anos de cárcere. Foi acusada de importação e posse ilegal de walkie-talkies, violação das restrições do coronavírus e dos segredos oficiais do país, de sedição, fraude eleitoral, entre outras acusações de corrupção.

Muitos acreditam que as acusações e sentenças têm motivações políticas e que têm como fim último impedi-la de se candidatar às eleições prometidas pelos militares para o próximo ano.