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Greve geral em França por aumentos salariais para fazer face à inflação

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De  Nara Madeira  com AFP
Greve geral em França
Greve geral em França   -   Direitos de autor  Daniel Cole/Copyright 2022 The AP   -  

Dia de greve geral em França, esta terça-feira. São muitos os setores implicados - Transportes, Energia, Serviços Públicos em geral, etc. - mas, de acordo com dados oficiais, a mobilização não está a ser muito expressiva. Na Educação rondava, ao início da tarde, os seis por cento.

O aumento da inflação, e o facto de os salários não acompanharem essa evolução, é o principal motivo para este movimento social,convocado por sindicatos (CGT, FO, FSU et Solidaires), com manifestações previstas em diversas cidades do país.

"A questão dos salários é partilhada por todo o país. (...) Apesar do aumento do salário mínimo o final do mês continua a ser difícil. Portanto, precisamos de outro aumento, o SMIC não subiu o suficiente".
Philippe Martinez
Secretário-geral da CGT

A greve acontece quando o país vive ainda uma crise de combustíveis, que se espera termine nos próximos dias. Uma paralisação nas refinarias francesas levou o Presidente Emmanuel Macron, a decretar várias requisições civis, quando muitas das estações de serviço do país já não tinham carburantes, e para limitar o impacto desta mobilização que assumiu proporções inimagináveis. Esta terça-feira, de manhã, havia ainda quase 30 por cento dos postos de abastecimento sem combustíveis.