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Primeira-ministra britânica demite-se

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De  Euronews
Liz Truss tomou posse a 6 de setembro de 2022
Liz Truss tomou posse a 6 de setembro de 2022   -   Direitos de autor  Stefan Rousseau/AP   -  

A primeira-ministra britânica, Liz Truss, anunciou, esta quinta-feira, ao início da tarde, que iria entregar a demissão ao rei Carlos III. Após 45 dias na liderança do governo, a mais curta na história do Reino Unido, Truss sucumbiu a um mês e meio de uma crise sem precedentes, com várias demissões no executivo e diversas políticas chumbadas, nomeadamente a reforma fiscal.

Reconheço, dada a situação, que não posso cumprir o mandato pelo qual fui eleita pelo Partido Conservador
Liz Truss
Primeira-ministra demissionária do Reino Unido

Os problemas no atual governo britânico começaram quando, a 23 de setembro, o então ministro das Finanças, Kwasi Kwarteng, deixou os mercados em alerta com o seu "mini-orçamento", um documento onde estava previsto um aumento dos impostos para as empresas e o fim do escalão mais alto de impostos, que taxa a 45% os cidadãos com mais rendimentos.

A polémica gerada pelo anúncio das medidas acabaria por obrigar Truss a fazer marcha-atrás nos planos do executivo, fragilizando a sua posição dentro do próprio partido.

As últimas 24 horas foram marcadas por um conturbado debate parlamentar e inúmeros apelos à renúncia da primeira-ministra, inclusive dentro do Partido Conservador.

Frente ao número 10 de Downing Street, em Londres, Liz Truss começou por dizer que chegou ao cargo "numa altura de grande instabilidade económica e internacional".

Antes de anunciar não ter condições para exercer o cargo, ainda quis elencar o trabalho feito, dizendo que o governo que arrumou as "contas de energia" e estabeleceu "uma visão para uma economia de baixo imposto e alto crescimento que tiraria partido das liberdades de Brexit".

Truss disse ainda que pretende permanecer no cargo até ser encontrado o seu sucessor, algo que deverá acontecer após eleições na próxima semana.