Coreia do Sul em estado de choque

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De  Euronews
Segundo as autoridades locais, há ainda cerca de 350 desaparecidos
Segundo as autoridades locais, há ainda cerca de 350 desaparecidos   -   Direitos de autor  Lee Jin-man/AP

Um país em estado de choque e várias interrogações em torno da tragédia que se abateu sobre Seul. O balanço de mortos por esmagamento durante as celebrações do Halloween na capital sul-coreana já ultrapassa os 150, mas o número pode rapidamente aumentar, uma vez que se registam ainda vários feridos em estado crítico.

Tudo aconteceu no bairro de Itaewon, junto ao hotel Hamilton, um local preenchido de ruelas com restaurantes e bares e onde as festividades tinham concentrado perto de 100 mil pessoas, sobretudo jovens. Foi numa dessas ruas estreitas, repletas de gente, que se desencadeou um movimento de pânico sem saída.

Uma testemunha conta que sentiu que "havia demasiada gente na rua a empurrar-se para andar" e que achou que "ia acabar por haver um acidente".

O presidente sul-coreano veio prometer uma investigação rigorosa sobre o sucedido. Yoon Suk-yeol declarou o luto nacional e anunciou que a prioridade absoluta do governo agora é dar assistência aos feridos e aos familiares das vítimas. Manifestou igualmente dificuldade em controlar a tristeza, uma vez que, salientou, o seu papel é proteger a vida das pessoas.

Segundo as autoridades locais, há ainda cerca de 350 desaparecidos. Entre as vítimas mortais, contam-se duas dezenas de cidadãos estrangeiros provenientes, entre outros, do Irão, China, Rússia e Noruega.