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El Salvador destrói sepulturas para travar glorificação do crime organizado

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De  Francisco Marques
Recluso destrói sepultura com referência a gangues criminosos
Recluso destrói sepultura com referência a gangues criminosos   -   Direitos de autor  AP   -  

O Governo de El Salvador prossegue no combate contra os gangues e o crime organizado, aplicando uma das últimas medidas para evitar a glorificação do crime neste país outrora conhecido como o mais perigoso do mundo.

A medida é uma clara mensagem às quadrilhas salvadorenhas e passa por destruir todas as marcas e referências aos grupos de crime organizado, incluindo lápides, como explicou, na rede social Twitter, o vice-ministro da Justiça e também diretor-geral dos Centros Penais Centros Penales ad honorem.

Em pleno Dia de Todos os Santos, equipas de reclusos foram mobilizadas para trabalhar na destruição de sepulturas com referências a gangues no cemitério de Santa Tecla, localidade a cerca de 10 quilómetros da capital, São Salvador, e que se tornou conhecida como bastião do grupo criminoso Mara Salvatrucha ou MS-13.

Cerca de 80 campas foram destruídas em Santa Tecla na véspera da tradicional data de visita aos cemitérios, para lembrar e homenagear os entes queridos, no âmbito da celebração católica do Dia de Todos os Santos.

O mesmo aconteceu no cemitério de Colón, 10 quilómetros a noroeste de Santa Tecla.

Na sequência de um dia trágico no final de março, em que se registaram 62 homicídios em 24 horas, o Parlamento aprovou a proposta do governo para acentuar o combate ao crime organizado.

O presidente de El Salvador, que é também o chefe do governo, propôs um estado de exceção no país para poder impor limites à população e intensificar o combate ao crime organizado.

Daí para cá, mais de 56 mil pessoas foram detidas e os crimes de homicídio têm vindo a cair de forma acentuada, para satisfação.

O governo liderado pelo popular Presidente Nayib Bukele tem vindo também a sublinhar os dias em que a Polícia Nacional Civil não regista homicídios em El Salvador, como voltou a acontecer, por exemplo, esta quarta-feira, dois de novembro.

Para evitar manifestações de reconhecimento ou glorificação aos grupos de crime organizado, o governo decidiu apagar nas vias públicas todas as marcas que identificam os gangues ou que delimitam os respetivos territórios. A medida foi agora alargada aos cemitérios.

E, nesta mesma quarta-feira, a PNC foi mobilizada para assegurar que nas tradicionais visitas aos cemitérios não havia qualquer manifestação ilegal e garantir a segurança dos demais salvadorenhos que apenas pretendiam visitar as campas do entes queridos.

Outras fontes • La Prensa Gráfica, Diario El Salvador, El Mundo