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Comunidade guineense em Cabo Verde sonha em ter casa própria

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De  Bruno Sousa  com Lusa
Comunidade da Guiné-Bissau em Cabo Verde
Comunidade da Guiné-Bissau em Cabo Verde   -   Direitos de autor  ELTON MONTEIRO/ 2022 LUSA - LUSA, S.A.   -  

O Alto da Glória, nos arredores da cidade da Praia, pode estar fora dos principais roteiros turísticos de Cabo Verde mas trata-se de um ponto de paragem obrigatório para os guineenses que vivem no país. É aqui que funciona a Associação Cultural Cabaz di Terra, que nasceu com o objetivo de preservar a identidade de quem veio da Guiné-Bissau.

Carlos Djasi, Secretário da Associação, explica a importância de preservar as raízes guineenses: "Nós que viemos da Guiné, conhecemos a cultura e vivenciámos a cultura. Os nossos filhos aqui em Cabo Verde não conhecem. Nunca foram à Guiné-Bissau e não conhecem. Através da Associação é que ouviram falar da Guiné-Bissau, veem como dançam, ouvem como cantam, é que mantém viva essa cultura. Não queremos perder de vista essa cultura."

Os guineenses representam a maior comunidade estrangeira em Cabo Verde mas ainda não têm casa própria. A Associação, cuja origem remonta a 2013, funciona em instalações improvisadas mas tem vindo a crescer e sonha com uma sede própria. Até lá, o sonho, comanda a vida, a identidade comanda os guineenses.