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Ucrânia prepara-se para o inverno com mais apoio da UE

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De  Teresa Bizarro  com agências
Terminal improvisado de carregamento de telemóveis em Kherson
Terminal improvisado de carregamento de telemóveis em Kherson   -   Direitos de autor  AP Photo/Bernat Armangue

Sem água, sem eletricidade, sem comida. A retirada da Rússia de Kherson deixou um rasto de destruição e um vazio difícil de preencher. A população regressou à cidade reconquistada pelas tropas ucranianas e tomou como missão sobreviver. A palavra significa agora esperar em longas filas para receber apoio ou simplestente ter acesso água potável. Mesmo quando os garrafões pesam nas mãos.

Ter dinheiro não garante mantimentos. Os supermercados têm as prateleiras vazias e não têm clientes.

"Esperamos encomendas vindas de outras partes da Ucrânia e o leite já está a chegar, mas os preços estão a subir vertiginosamente. As pessoas tentam economizar e vêm quando há produtos para vender," diz a empregada de um supermercado em Kherson.

União Europeia reforça apoio à Ucrânia

É no contexto da escassez que Bruxelas reforça a ajuda à Ucrânia. A presidente da Comissão Europeia anunciou a entrega de uma nova parcela de assistência financeira de 2 mil e 500 milhões de euros à Ucrânia. Para 2023 estão anunciados 18 mil milhões de apoio.

Contas da guerra continuam a somar prejuízos

Esta terça-feira, Moscovo voltou a acusar a Ucrânia de bombardear a central de Zaporíjia e de ameaçar provocar um desastre nuclear. 

Para o diretor da empresa nuclear estatal russa Rosatom,"a  central está em risco de sofrer um acidente nuclear" ironizando que "Kiev considera aceitável um pequeno incidente nuclear, mas a radioactividade não diz a Kyiv se é grande ou pequeno".  Alexei Likhachyov diz que, a acontecer, "este será um precedente que vai mudar para sempre o curso da história na Europa."

Da Ucrânia surgem acusações semelhantes, de que a Rússia está a atacar a central nuclear. Kiev apela à desmilitarização de Zaporíjia que ainda está sob controlo russo.