Condições climatéricas abrandam operações na linha da frente

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Sasha Vakulina, Euronews
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O ritmo das operações na linha da frente diminuiu nos últimos dias devido à deterioração das condições climatéricas, mas é provável que aumente a partir das próximas semanas, com a queda das temperaturas e o solo congelado no teatro das operações, diz o grupo de reflexão Instituto para o Estudo da Guerra.

No leste da Ucrânia, as forças russas continuaram as operações ofensivas em direção a Bakhmut e Avdiivka.

Esta é a única área em que a Rússia está na ofensiva.

Ao longo da linha de Svatove-Kreminna, no nordeste, as forças russas continuam a defender-se da contraofensiva ucraniana.

A operação defensiva continua também no sul da Ucrânia, onde as forças russas estão a fortalecer posições.

O exército russo considera que as forças ucranianas poderiam cruzar o rio Dnipro e realizar uma contraofensiva na região oriental de Kherson, que poderia ameaçar todas as linhas críticas de comunicações terrestres da Crimeia para o continente – estas são as linhas que pode ver no mapa.

As forças russas têm cavado trincheiras e criado áreas de concentração no leste de Kherson desde o início de outubro, em preparação óbvia para a retirada da margem oeste do rio Dnipro e da cidade de Kherson.

Na sua última atualização, o ministério da defesa do Reino Unido diz que a cidade é vulnerável porque permanece ao alcance da maioria dos sistemas de artilharia da Rússia, agora disparados da margem leste do rio Dnipro, da retaguarda das linhas defensivas recém-consolidadas.

Mas de acordo com o think tank Instituto para o Estudo da Guerra, as tropas russas estão a preparar-se para defender em profundidade ou para conduzir operações de atraso operacional ou estratégico.

Claramente não esperam ser capazes de impedir que as forças ucranianas atravessem o rio, nem estão a dar prioridade a posições defensivas para impedir essa travessia.