Canal de televisão acusa Israel de "crime de guerra"

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De  Luis Guita  com AP, AFP
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A rede de televisão Al Jazeera entregou o caso da jornalista assassinada Shireen Abu Akleh ao Tribunal Penal Internacional (TPI), esta terça-feira, afirmando que a jornalista foi morta pelas forças israelitas.

A Al Jazeera acusou o governo israelita de visar especificamente os seus jornalistas e identificou a morte de Abu Akleh como um "crime de guerra"..

Em setembro, a família já tinha apresentado o seu próprio pedido de uma investigação ao TPI.

"Embora existam provas esmagadoras de múltiplas testemunhas oculares, mais de uma dúzia de investigações levadas a cabo por jornais de renome e organizações de direitos humanos e pelas Nações Unidas, de que Shireen foi alvejada e morta por um soldado israelita, a minha família ainda não sabe quem é a pessoa que disparou aquela bala mortal e quem esteve envolvido na cadeia de comando que permitiu que matassem a minha tia," declarou Lina Abu Akleh, sobrinha de Shireen Abu Akleh.

Shireen Abu Akleh, uma conhecida repórter palestiniana da rede Al Jazeera, foi baleada e morta enquanto cobria uma operação das forças israelitas na cidade ocupada de Jenin, na Cisjordânia.

Outro jornalista palestiniano que trabalhava como produtor e foi ferido na ocasião, revelou que as tropas israelitas dispararam sobre eles e que não havia militantes na zona.

A Al Jazeera acusou as forças israelitas de "deliberadamente atacar e matar a colega", e jurou tomar todas as medidas legais.