OEACP quer erradicar pobreza em África, Caraíbas e Pacífico

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De  Euronews
Cimeira da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico em Luanda
Cimeira da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico em Luanda   -   Direitos de autor  Euronews

A luta contra a pobreza, o desenvolvimento sustentável e a integração na economia mundial dos países que compõem a Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico, continuam a ser os grandes objetivos do organismo e serão essas as grandes bandeiras de Angola, que assume amanhã a presidência rotativa da OAECP, para os próximos três anos. Um compromisso que sai deste terceiro dia de encontros que antecedem a 10ª Cimeira de chefes de Estado e de governo que arranca esta sexta-feira em Luanda.

Encontros onde fica clara a importância dos jovens e das mulheres na África do futuro. A Subsecretária-adjunta para a Integração Original da SADC explicava que os países africanos estão a reconhecer, cada vez mais, o "papel da mulher nas sociedades" e que se estão a dar conta de "sem elas não é possível construir a África que se pretende". Angèle Makombo acrescentava que os jovens, com os quais contam porque são o futuro de África, enfrentam, também eles, grandes desafios. Eles têm um caminho complicado pela frente devido ao tipo de escolas, Educação, que existem; às economias, enfraquecidas deste continente, à alta taxa de desemprego com a qual se deparam.

Compromissos dos chefes de Estado da OAECP

Dos chefes de Estado dos países da OAECP espera-se que se comprometam com a consolidação da solidariedade mas não só. O secretário-geral do organismo referia que, a declaração final da cimeira, consagrará questões "ligadas ao ambiente, a luta contra as mudanças climáticas". Frisava ainda a importância do comprometimento da "comunidade internacional no apoio aos países que enfrentam problemas muito graves como a seca, as inundações e alguns tufões que, muitas vezes, destroem propriedade, particularmente nas ilhas do Caribe e do Pacífico".

Espera que no sábado os trabalhos terminem com a assinatura da Declaração de Luanda, pelos representantes dos Estados, onde ficarão firmados esses compromissos.