Natalidade aumenta em Portugal em contraciclo com perda de população

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De  Euronews  com Lusa
Nascimentos em Portugal
Nascimentos em Portugal   -   Direitos de autor  MICHAEL MACOR/San Francisco Chronicle

Depois da queda histórica registada em 2021, Portugal terminou 2022 com mais 5% de nascimentos.

Segundo os dados baseados no “teste do pezinho”, foram registados mais de 80 mil nascimentos, um número encorajador para um país envelhecido e com pouco mais de 10 milhões de habitantes.

Setembro foi o mês que registou o maior número de “testes do pezinho” no ano passado (7.979), seguido de agosto (7.862), novembro (7.544), outubro (7.147), março (7.097), maio (6.915), junho (6.904), dezembro (6.744), julho (6.763), janeiro (6.482), fevereiro (6.049) e abril (5.950), precisam os dados avançados à agência Lusa pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), coordenador do programa de rastreio.

Os dados indicam que os Açores foram a única região do país que rastreou menos recém-nascidos em 2022 face ao ano anterior, totalizando 1.997, menos seis do que em 2021, e Portalegre igualou o número de nascimentos (584).

Lisboa foi a cidade que rastreou mais recém-nascidos, totalizando 24.842, mais 1.348 comparativamente a 2021, seguida do Porto, com 15.255, mais 519 face ao ano anterior.

Braga registou 6.407 nascimentos em 2022, mais 574 relativamente a 2021, e Setúbal 6.373, mais 454, adiantam os dados do “teste do pezinho”, realizado a partir do terceiro dia de vida e que permite detetar 27 doenças, possibilitando uma atuação precoce e um desenvolvimento mais saudável das crianças.

Segundo as estatísticas, Portugal perdeu mais de 200 mil habitantes nos últimos dez anos. Algumas projeções preveem que em 2070 a população será de apenas 8 milhões e que 35% terá mais de 65 anos.