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Venezuela: pelo menos 71 portugueses e lusodescendentes mortos

Voluntários e membros das equipas de resgate ajudam a encontrar sobreviventes em Caraballeda, no estado de La Guaira, na Venezuela, a 30 de junho de 2026
Voluntários e membros das equipas de resgate ajudam a encontrar sobreviventes em Caraballeda, no estado de La Guaira, na Venezuela, a 30 de junho de 2026 Direitos de autor  Miguel Medina/Pool Photo via AP
Direitos de autor Miguel Medina/Pool Photo via AP
De Rita Afonso & Ema Gil Pires & Joana Mourão Carvalho
Publicado a Últimas notícias
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O último balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a que a Euronews teve acesso, dá conta de 71 portugueses e lusodescendentes mortos e 71 desaparecidos após os sismos de quarta-feira na Venezuela.

De acordo com o mais recente balanço divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português, a que a Euronews teve acesso, os sismos que atingiram a Venezuela no passado dia 24 provocaram, pelo menos, 71 vítimas mortais portuguesas e lusodescendentes, 61 das quais tinham também nacionalidade venezuelana. Entre os mortos estão 11 crianças e 60 adultos.

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Permanecem desaparecidos 71 cidadãos portugueses, segundo a diplomacia portuguesa.

Entretanto, o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, em declarações à margem da cerimónia de apresentação do modelo de Inteligência Artificial em português Amália, transmitidas pela RTP, informou que o Governo optou por decretar um dia de luto nacional para homenagear as vítimas dos sismos na Venezuela.

“Decidimos [...] determinar o próximo domingo como dia de luto nacional pelas vítimas dos terramotos que ocorreram na Venezuela e, em particular, pelos cidadãos portugueses e lusodescentes que perderam a vida e por todos aqueles que sofreram o efeito destas tragédias”, afirmou o governante.

Luís Montenegro assegurou ainda que o executivo que lidera tem mantido “um contacto permanente com as autoridades venezuelanas”, bem como com “todas as equipas que estão no terreno”, nomeadamente as provenientes da “União Europeia”. Tendo acrescentado que não é possível, “neste momento, perspetivar o resultado final do apuramento das vítimas”.

Isto já depois de o ministro português da Defesa, Nuno Melo, ter garantido, na segunda-feira, que as Forças Armadas portuguesas mantêm a disponibilidade para apoiar a operação na Venezuela com meios e equipamentos.

Nuno Melo adiantou ainda que, até agora, "têm existido pedidos de natureza logística e de transporte" e que a disponibilidade das forças portuguesas para ajudar a Venezuela "é permanente".

O governante disse ainda não ter conhecimento de qualquer pedido ao Estado para prestar apoio à trasladação das vítimas mortais portuguesas ou lusodescendentes para Portugal.

Entretanto, pelo menos 19 cidadãos portugueses a bordo de um Embraer KC-390 proveniente da Venezuela aterraram, na terça-feira, no aeroporto militar de Figo Maduro. Foram os primeiros nacionais repatriados depois dos sismos registados na Venezuela em 24 de junho.

Número total de mortos sobe para 1.943

O último balanço oficial do governo venezuelano dá conta de 1.943 mortos e 10.571 feridos, bem como outros milhares de incontactáveis. A ONU aponta para cerca de 50 mil desaparecidos.

Os dados oficiais indicam também mais de 15 mil desalojados.

De acordo com as autoridades venezuelanas, 6.461 pessoas foram resgatadas dos escombros com vida desde o início das operações de socorro.

Os abalos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela, para resgatar sobreviventes dos escombros.

Passou já uma semana desde que a Venezuela foi sacudida pelos dois terramotos. Depois das 72 horas iniciais, o chamado período crítico, a probabilidade de encontrar pessoas com vida diminui drasticamente, com a desidratação a preocupar.

Os socorristas depositam agora alguma esperança de que a chuva de terça-feira dê mais tempo às pessoas que podem ainda estar soterradas e em risco de morrer de desidratação.

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