Do autorretrato de Rembrandt ao selfie contemporâneo

O autorretrato marcou a história da pintura, mas, no mundo de hoje, esta forma clássica de expressão tem um novo nome: o selfie.

A Galeria Saatchi, em Londres, organiza uma exposição sobre um novo fenómeno social à escala global.

“Tiram-se 93 milhões de selfies por dia. É algo que faz parte do mundo de hoje, da paisagem visual contemporânea. É esse o tema da nossa exposição, a primeira no mundo que aborda a história do selfie”, sublinhou Nigel Hurst, diretor executivo da Galeria Saatchi.

“Vivemos numa cultura onde há um auto-centramento obsessivo nas pessoas. É o resultado da situação económica. Hoje em dia, é difícil seguir em frente, o mundo é duro”, disse o jornalista e escritor Will Stor.

Além da exposição, a galeria Saatchi organizou um concurso dedicado ao selfie, intitulado “#SelfExpression”, em parceria com a Huawei. A empresa chinesa lançou um novo smartphone, o P10 equipado com tecnologia 3D.

Our new #SelfExpression contest with HuaweiMobileUK celebrates a 'From Selfie to Self-Expression' encore! Enter at https://t.co/mEGR5CXCeD pic.twitter.com/ykAg4tkVXr

— Saatchi Gallery (saatchi_gallery) June 13, 2017

“Desenvolvemos uma nova tecnologia com reconhecimento facial a 360 graus. O smartphone capta todos os detalhes à volta do rosto. Obtemos uma fotografia do rosto de elevada qualidade”, explicou Walter Ji, presidente da divisão europeia da Huawei.

“É uma nova tendência, há cada vez mais pessoas à procura de formas de expressão pessoal, de modo a se distinguirem da multidão. Fizemos uma parceria com a Leica, de modo a combinar a herança da verdadeira fotografia artística com a a criatividade. Tudo isso num smartphone”, acrescentou Andrew Garrihy, responsável de marketing da Huawei.

“Na cultura do selfie com o surgimento das câmaras de selfies, temos uma reação instantânea, com os gostos das pessoas que nos seguem nas redes sociais. O utilizador obtém um reforço instantâneo da autoestima, o que é quase viciante e afeta o nosso bem-estar”, considerou Will Stor.

A entrada na exposição é gratuita. As obras podem ser contempladas na galeria londrina até 23 de julho.
Versão original