Mediação precisa-se para a crise da Catalunha

Face à perspetiva da independência, muitos catalães começam agora a sair à rua para manifestar o apoio a Espanha e a vontade de permanecer no reino, como ontem ao final do dia, logo após o discurso do chefe do governo catalão.

Os independentistas, esses, mostram-se firmes no propósito de avançarem para uma república catalã.

Carles Puigdemot enviou uma mensagem direta para o rei Felipe VI: “O rei fez o discurso equiparado à políticas de Rajoy que têm sido catastróficas para a Catalunha e ignoram deliberadamente os milhões de catalães que não pensam como eles. Gostaria de dirigir-me diretamente a sua majestade, numa língua que sei que compreende, conhece e fala. “Assim, não”! Nós nunca recebemos nenhuma resposta positiva por parte do estado a qualquer das opções de mediação que temos sobre a mesa neste momento”

Mariano Rajoy tem-se reunido com todas as forças políticas, mas, para o chefe do governo espanhol, a negociação com Puigdemont não é uma opção.

A vice-primeira-ministra Soraya Saenz de Santamaria insiste: “É um dirigente contra a lei, contra as instituições, contra a Europa, contra a maioria dos catalães que ontem ouviram e receberam a mensagem do rei como um bálsamo face a tanta incerteza e a tanto desassossego”.

O parlamento catalão prevê reunir-se na segunda-feira para analisar os resultados do referendo, com vista à proclamação unilateral da independência.

A menos que, até lá, possa instituir-se alguma forma mediação. Várias vozes falam na Igreja, com a possível intervenção dos bispos de Barcelona e Madrid.
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