Erasmus para sempre

Erasmus para sempre
De  Euronews

<p>“Eu trabalho como jornalista na televisão pública flamenga, em Bruxelas. Aprendi a fazer televisão durante o meu Erasmus em Milão. Foi difícil quando lá cheguei, porque não tinha sítio onde ficar. Foi o tipo de experiências que me ajudou a crescer e a ganhar mais auto-estima.” Para Michael Dilissen, e para o casal que vamos conhecer a seguir, participar no programa Erasmus foi uma experiência que lhes mudou a vida. Mas agora há uma nova plataforma que promete não deixar as coisas ficarem por aqui.</p> <p><a href="http://europa.eu/rapid/press-release_IP-14-1025_fr.htm?locale=EN">Segundo a Comissão Europeia</a>, haverá mais de um milhão de bebés nascidos de casais que se formaram durante o programa de mobilidade de estudantes. Alfonso Scirocco saiu de Nápoles para fazer Erasmus em Jaén, em Espanha, onde conheceu a sua mulher, Beatriz. Tiveram dois filhos e vivem agora em Bruxelas. Os números dizem que um terço dos estudantes Erasmus tem relações de longo prazo com parceiros de nacionalidade diferente. Mais: 40% vai viver para outro país após a licenciatura. A taxa de desemprego é 23% inferior à dos outros estudantes cinco anos depois de concluírem a universidade.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p>A behind-the-scenes snap of the our team in action in <a href="https://twitter.com/hashtag/Brussels?src=hash">#Brussels</a> for a new episode about <a href="https://twitter.com/hashtag/erasmus?src=hash">#erasmus</a> & <a href="https://twitter.com/garagErasmus">@garagErasmus</a> <a href="http://t.co/x2rJKCM4gF">pic.twitter.com/x2rJKCM4gF</a></p>— Generation Y (@eurogen_y) <a href="https://twitter.com/eurogen_y/status/583303373664858112">1 abril 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Alfonso realça o orgulho que sente em pertencer a uma nova geração de europeus e “no facto de ter dois filhos que falam não só o italiano, como o espanhol, e ainda o francês.” Para Beatriz García Rodríguez, “a grande vantagem do Erasmus é que abre a mente aos estudantes”: “Hoje em dia, com a crise, com o problema do racismo e da xenofobia a intensificarem-se… As pessoas que já viveram no estrangeiro estão mais preparadas para aceitar a diferença.”</p> <p><img src="https://static.euronews.com/articles/303553/600x338_photo3.jpg" alt="" /> </p> <p>Desde 1987, mais de três milhões de estudantes já tiveram essa oportunidade. O que não quer dizer que a Geração Erasmus esteja preparada para tudo. “Este é um momento difícil para a Europa, em termos económicos. Mas acredito que aqueles que puderam alargar o seu leque de experiências têm muito mais facilidade em encontrar um trabalho ou em criar a sua própria empresa”, sublinha Alfonso.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p>A powerful new energy for <a href="https://twitter.com/hashtag/Europe?src=hash">#Europe</a> Companies can't miss it! <a href="https://twitter.com/hashtag/erasmus?src=hash">#erasmus</a> <a href="https://twitter.com/DennisAbbott">@DennisAbbott</a> <a href="https://twitter.com/VassiliouEU">@VassiliouEU</a> <a href="http://t.co/rFQvXtpv6q">http://t.co/rFQvXtpv6q</a> <a href="http://t.co/CaAtyCRfkg">pic.twitter.com/CaAtyCRfkg</a></p>— garagErasmus (@garagErasmus) <a href="https://twitter.com/garagErasmus/status/487216869842374656">10 julho 2014</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Há um projeto que se debruça exatamente sobre isto. Chama-se <a href="http://www.garagerasmus.org/">garagErasmus</a> e é uma rede assente numa plataforma digital. A ideia é reunir os antigos estudantes Erasmus, de forma a promover oportunidades de trabalho. O cofundador Nicola Filizola afirma que o objetivo é “juntar, pela primeira vez, a Geração Erasmus e torná-la visível para eventuais empregadores que estejam à procura de pessoas que já tenham uma visão internacional das coisas.”</p> <p>Com o apoio do programa <a href="http://ec.europa.eu/programmes/erasmus-plus/index_pt.htm">Erasmus +</a>, o projeto já abriu escritórios em cidades como Lisboa, Atenas ou Praga. Neles, organizam encontros com vários organismos locais. “A ideia é criar um ecossistema onde a esfera pública e privada se podem aliar, onde as cidades, as universidades, as empresas e os estudantes podem encontrar juntos o que mais lhes convém”, destaca Filizola.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p>Planning to <a href="https://twitter.com/hashtag/studyabroad?src=hash">#studyabroad</a> with Erasmus+? Get a head start by learning languages at home! <a href="http://t.co/V1zKGmeE6w">http://t.co/V1zKGmeE6w</a> <a href="http://t.co/JPQin4iKVJ">pic.twitter.com/JPQin4iKVJ</a></p>— Erasmus+ (@EUErasmusPlus) <a href="https://twitter.com/EUErasmusPlus/status/584292853909622786">4 abril 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>