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Festival de Angoulême: Uma edição polémica

Festival de Angoulême: Uma edição polémica
De  Patricia Cardoso

<p>A polémica estalou no seio do prestigioso Festival de banda desenhada de Angoulême, após a revelação dos nomes dos candidatos ao Grande Prémio. A <a href="http://www.lemonde.fr/bande-dessinee/article/2016/01/05/le-festival-de-bd-d-angouleme-accuse-de-sexisme-apres-une-selection-100-masculine_4842193_4420272.html">lista inicial não continha nenhuma mulher</a>.</p> <p>As críticas ao alegado sexismo e discriminação não tardaram e vieram mesmo de alguns autores nomeados. </p> <p>Face à contestação, a <a href="http://www.bdangouleme.com/933,le-festival-d-angouleme-aime-les-femmes-mais-ne-peut-pas-refaire-l-histoire-de-la-bande-dessinee">direção do festival decidiu justificar-se</a>. Esta quinta-feira (7 de janeiro) foi mais longe. Anunciou que acaba com a lista de nomeações. <a href="http://www.bdangouleme.com/934,la-parole-aux-auteur-e-s">Cada autor é livre de designar o vencedor ou vencedora</a> da sua escolha.</p> <p>O mundo da banda desenhada é dominado pelos homens. Em 43 anos de história do festival, <a href="http://www.cestac.com/sommaire.html">Florence Cestac</a> foi a única mulher galardoada com o Grande Prémio: “Sou a única mulher a ter recebido o Grande Prémio de Angoulême. No seio da Academia do Grande Prémio digo sempre que é preciso citar algumas mulheres.”</p> <p>As mulheres representam cerca de 15% do total de obras de banda desenhada. Marjane Satrapi, autora de “Persépolis” e candidata ao Grande Prémio em edições precedentes, poderá este ano ver recompensado o conjunto da sua obra.</p>