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As ambições de Will.i.am: filantropia e novas tecnologias

As ambições de Will.i.am: filantropia e novas tecnologias
De  Elza GONCALVES

<p>O vocalista dos Black Eyed Peas, Will.i.am, esteve na cidade francesa de Lyon para inaugurar o novo estádio.</p> <p>O músico e produtor norte-americano atuou numa casa cheia, para 55 mil pessoas.</p> <p>Em entrevista à euronews, Will.i.am falou da sua fundação que dá formação científica a crianças desfavorecidas.</p> <p>“Eu frequentei uma escola muito boa, mas, o bairro onde eu vivia não era muito bom. Por isso, as viagens permitem-me aprender muitas coisas e conhecer pessoas fantásticas que elaboraram programas muito bons. A partir daí, fiz uma seleção de programas: robótica, geolocalização, aulas de programação, técnicas de combate ao insucesso escolar. Juntamos as crianças todas numa turma. Temos um projeto de aprendizagem em que pegamos numa criança com más notas e melhoramos o seu aproveitamento até ela ter notas altas. Essas crianças constroem robôs e sabem programar”, disse o músico.</p> <p>Para Will.i.am, o modelo de negócios da indústria da música coloca grandes desafios aos artistas.</p> <p>“Nunca foi tão fácil fazer música. Posso pegar num ipad e compor uma canção num piscar de olhos. Se eu quiser que ela seja ouvida por um milhão de pessoas, basta um clique. Por isso a música vai bem mas será que o negócio da música vai bem? Não, não vai, porque a indústria de que faço parte não fabrica hardware. Se nós fabricássemos os computadores que fazem a música, aí seria fantástico. Se nós fossemos os proprietários das plataformas de partilha de música será fenomenal. Mas não somos a Google, nem a Apple nem uma empresa de software ou de aplicações. Nós só temos os artistas”, afirmou Will.i.am.</p> <p>Will.i.am tem trabalhado com alguns dos nomes mais célebres da indústria da música e, no futuro, quer tentar novas experiências artísticas no mundo da tecnologia.</p> <p>“Neste momento, gostaria de trabalhar com programadores, pessoas que criam experiências virtuais, em Bangalore, na Índia, em Israel, pessoas que estão a criar experiências de realidade virtual e programas informáticos, pessoas que constroem sistemas operativos e aplicações. Quero trabalhar com esse tipo de artistas. A música é algo fantástico mas eu quero explorar essa área”, confessou Will.i.am.</p> <p>Para o artista norte-americano, a melhor resposta à questão do controlo das armas nos Estados Unidos é a educação.</p> <p>“O meu combate é a educação. Educar as pessoas é uma forma de controlar o uso de armas. Uma pessoa inteligente que tem oportunidades e que pode participar na construção do futuro, não pega em armas. Por isso o controlo das armas passa pela educação das pessoas, pela igualdade de oportunidades, para que essas pessoas criem um mundo melhor a partir dos nove anos de idade ou diria mesmo seis anos de idade”, concluiu o músico.</p> <p>Desde o início da carreira, em 1987, Will.i.am lançou quatro álbuns de estúdio a solo e seis álbuns de estúdio com os Black Eyed Peas.</p>