This content is not available in your region

Bienal de Arquitetura de Veneza: Portugal participa com projeto de habitação social de Siza Vieira

Bienal de Arquitetura de Veneza: Portugal participa com projeto de habitação social de Siza Vieira
De  Euronews

<p>Veneza sempre foi uma cidade conhecida pela arquitetura. A Bienal da cidade italiana homenageia as mentes brilhantes que imaginam essas obras. </p> <p>Na edição deste ano, o estaleiro de um edifício inacabado recebe a presença portuguesa. O arquiteto Álvaro Siza Vieira é um dos participantes nacionais com o tema da construção e reconstrução de bairros sociais em grandes cidades, como Haia, Berlim ou Porto.</p> <p>A exposição portuguesa Neigbourhood – Where Alvaro Meets Aldo tem como objetivo aproveitar a retoma da construção. Os portugueses Francisco e Manuel Aires Mateus, Inês Lobo, João Luís Carrilho da Graça, Paulo David, Souto Moura, Summary (Samuel Gonçalves) são outros dos participantes.</p> <p>No pavilhão australiano foi instalada uma piscina como parte da “Arquitetura, cultura e identidade” do país. A co-curador da exposição da Austrália, Isabelle Toland, explica que “esta é uma bienal de arquitetura, quisemos criar uma peça de arquitetura, uma peça de arquitetura pública, um espaço que pode ser disfrutado pelas pessoas. A informação sobre a exibição está disponível, propositadamente, de forma discreta. Assim, quem quiser pode ter acesso a toda ou a apenas uma pequena parte”.</p> <p>No espaço dedicado à Suíça, com o título “Incidental Space”, Christian Kerez criou um espaço habitável, que por fora parece uma nuvem por fora e por dentro uma caverna.<br /> Sandra Oehry, curadora deste pavilhão helvético, lembra que o objetivo “é que os visitantes tenham um experiência enriquecedora. É um espaço fotogénico e só se consegue ter uma noção completa se estiver neste espaço, se se vier à exibição”.</p> <p>Outro dos espaços que mais está a chamar à atenção, instalado no pavilhão central da Bienal é o “Evidence Room”, o quarto das provas. Neste quarto estão réplicas de objetos presentes nas câmaras de gás do campo de concentração de Auschwitz.</p> <p>Anne Bordeleau, Diretora da Escola de Arquitetura da Universidade de Waterloo recorda que “este foi um dos momentos mais negros da nossa história. A mensagem não é apenas “vamos lembrar o passado” como algo que já passou, mas também “vamos assumir a responsabilidade por este passado” porque esta é uma demonstração do que somos capazes de fazer enquanto seres humanos. Se não o fizermos, se não tivermos consciência então acredito que se falhou e não vai ser possível evitar situações semelhantes no futuro”.</p> <p>A Bienal de Arquitetura de Veneza decorre até 27 de novembro.</p>