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Marrocos voltou a promover "mestiçagem" rítmica no Festival Gnaoua

Marrocos voltou a promover "mestiçagem" rítmica no Festival Gnaoua
De  Euronews

<p>O Festival Gnaoua voltou este ano a atrair centenas de milhares de pessoas a Essaouira, no sul de Marrocos, para três dias de comunhão de géneros musicais com o eixo de ligação nesta música tradicional com raízes na África subsariana e que assimila músicas espirituais e outros ritmos de Marrocos e da África muçulmana.</p> <p>É uma combinação de poesia, música e dança, que a cada ano junta, no palco do festival, músicos internacionais a bandas gnaoua.</p> <div style="float: none; clear: both; width: 100%; position: relative; padding-bottom: 56.25%; padding-top: 25px; height: 0;"> <iframe style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%;" src="https://www.youtube.com/embed/-95vRjG8-GE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe> </div></p> <p>Carlinhos Brown <a href="http://festival-gnaoua.net/en/">abriu, a 29 de junho, esta 20.a edição do festival</a> com a sua habitual percussão brasileira e voltaria para o fecho, a 1 de julho.</p> <p>Ao lado dos irmãos Maâlem Saîd e Mohamed Kouyou, o brasileiro deu outra dimensão à tropicália e, aos microfones da <b>euronews</b>, Carlinhos Brown expressou grande satisfação por ter partilhado o palco com os marroquinos, assumindo ter realizado “um sonho.”</p> <blockquote class="twitter-video" data-lang="pt" align="center"><p lang="pt" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/carlinhosbrown"><code>carlinhosbrown</a> Gnaoua do brasil <a href="https://twitter.com/hashtag/gnaoualive?src=hash">#gnaoualive</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Essaouira?src=hash">#Essaouira</a> <a href="https://t.co/WkqqTQmb6D">pic.twitter.com/WkqqTQmb6D</a></p>— Mostafa Kander (</code>KaandiMan) <a href="https://twitter.com/KaandiMan/status/880552099917869056">29 de junho de 2017</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Maâlem Mohamed Kouyou também disse ter sido “muito bom” partilhar o palco com o brasileiro. “Tínhamos vindo a ensaiar de forma intensa há dois dias e graças a Deus complementámo-nos muito bem. Estamos agradecidos ao Carlinhos Brown por ter tocado connosco”, referiu o marroquino.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">Rehearsals of the incredibles <a href="https://twitter.com/carlinhosbrown"><code>carlinhosbrown</a> and the Maalams Mohamed and Said Kouyou <a href="https://twitter.com/hashtag/gnaoualive?src=hash">#gnaoualive</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/gnaoua20?src=hash">#gnaoua20</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/BEREADY?src=hash">#BEREADY</a> <a href="https://t.co/u1NhmVI1BE">pic.twitter.com/u1NhmVI1BE</a></p>— Festival Gnaoua (</code>gnaouafestival) <a href="https://twitter.com/gnaouafestival/status/880115013851238400">28 de junho de 2017</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Os “Band of Gnawa” são liderados por Loy Ehrlich, músico, compositor e produtor francês que se apresentou em Essaouira com o seu clássico repertório e tocou alguns clássicos do rock na companhia de Saïd Boulhimas e a respetiva banda gnaoua.</p> <p>“Quando tinha 21 anos — já lá vão quase 45 — viajei até Marrocos. Descobri a música gnaoua nos anos 70 e ficou-me entranhada. Marcou-me bastante”, assumiu Loy Ehrlich.</p> <div align="center"><iframe src="https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Ffestivalgnaouaetmusiquesdumonde%2Fvideos%2F1970608469631645%2F&show_text=0&width=560" width="560" height="315" style="border:none;overflow:hidden" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" allowFullScreen="true"></iframe></div></p> <p>Outra das estrelas internacionais que participou este ano no Festival Gnaoua foi Luckly Peterson, um mestre do órgão elétrico Hammon e um dos mais emblemáticos músicos americanos de Blues, Soul, gospel e Rock’n‘Roll.</p> <p>O norte-americano começou a tocar ainda criança. O pai detinha um clube em Buffalo, nos Estados unidos, onde Lucky atuava e ali foi descoberto quando tinha apenas cinco anos.</p> <div align="center"><iframe src="https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Ffestivalgnaouaetmusiquesdumonde%2Fvideos%2F1970499906309168%2F&show_text=0&width=560" width="560" height="315" style="border:none;overflow:hidden" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" allowFullScreen="true"></iframe></div></p> <p>Perguntámos a Lucky Peterson já alguma vez tinha tocado música Gnaoua. “Foi a minha primeira vez e gostei. Gostei muito. Tem tudo a ver com Deus, com o amor e com o sentir. Todos temos sentimentos dentro de nós e é daí que a música surge”, disse Lucky Peterson à <b>euronews</b></p> <div style="float: none; clear: both; width: 100%; position: relative; padding-bottom: 56.25%; padding-top: 25px; height: 0;"> <iframe style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%;" src="https://www.youtube.com/embed/nnQGxt67yW0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe> </div></p> <p>O francês Titi Robin é um mestre das misturas étnicas. O ambiente musical onde evolui tem raízes no Mediterrâneo. Robin tocou ao lado de músicos de Marrocos, da Índia e do Paquistão.</p> <p>“Desde a cultura marroquina e da cultura do sul da França até ao leste do Mediterrâneo e ao norte da Índia foram promovidos muitos intercâmbios de filosofia, de poesia, de música. Essa realidade ganhou uma consciência e é ela que nos leva”, disse Titi Robin à nossa reportagem, depois de ter partilhado o palco com os marroquinos Mehdi Nassouli e Shuheb Hassan, o indiano Murad Ali Khan e o percussionista brasileiro Zé Luís Nascimento.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">Sooooo many people here in Essaouira for the <a href="https://twitter.com/hashtag/Gnaoua?src=hash">#Gnaoua</a> festival <a href="https://t.co/1lIOnvaL7e">pic.twitter.com/1lIOnvaL7e</a></p>— alice morrison (@aliceoutthere1) <a href="https://twitter.com/aliceoutthere1/status/881277380513468416">1 de julho de 2017</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>O nosso enviado especial a Essaouira, o jornalista da equipa alemã da <b>euronews</b> Wolfgang Spindler, registou que “uma vez mais, nesta 20.a edição, o festival Gnaoua revelou-se um êxito graças à qualidade do cartaz”, tendo cativado “várias centenas de milhares de espetadores de diversas gerações.”</p> <div style="float: none; clear: both; width: 100%; position: relative; padding-bottom: 56.25%; padding-top: 25px; height: 0;"> <iframe style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%;" src="https://www.youtube.com/embed/FjZq8ItAYhU" frameborder="0" allowfullscreen></iframe> </div></p>