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Obras recuperadas aos nazis e uma sala infinita nas sugestões culturais da semana

Instalação "Infinity Mirror Room" em Nova Iorque, em 2016
Instalação "Infinity Mirror Room" em Nova Iorque, em 2016   -   Direitos de autor  AP Photo/Jocelyn Noveck/Arquivo   -  
De  Euronews

Obras de arte recuperadas na Alemanha logo após a II Guerra Mundial, instalações de rua e uma sala de espelhos única compõem as sugestões culturais desta semana da Euronews para quem viaja pela Europa.

Começamos por Estrasburgo, no noroeste de França, junto à fronteira com a Alemanha, onde a Galeria Heitz, no Palácio Rohan, exibe 27 obras de arte recuperadas em 1945 e não reclamadas. Há fotografias e nus artísticos entre o espólio a visitar.

Das mais de 60 mil obras de arte recuperadas, a maioria foi devolvida aos donos e 2.200 ficaram ao cuidado de museus por toda a França. São conhecidas pela sigla MNR, que significa "Recuperação de Museus Nacionais".

A exposição patente ao público na Galeria Heitz intitula-se "Passado, Presente, Futuro das Obras Recuperadas na Alemanha em 1945: As MNR dos Museus de Estasburgo" e pode ser visitada até 15 de maio de 2023.

No norte de Espanha, San Sebastian volta este fim de semana a tentar provocar os visitantes da cidade com a segunda edição do "BAI: Encontros de Arte Pública".

As ruas do bairro de Intxaurrondo Sul servem de montra para a instalação de uma série de obras de arte contemporânea.

Estes encontros na basca Donostia incluem ainda oficianas de trabalho e discussão onde os artistas explicam ao público as respetivas obras, o que as inspiraram e os materiais utilizados.

Por fim, em Londres, no famoso Museu Tate Modern, a instalação imersiva da autoria da nipónica Yayoi Kusama viu a exibição prolongada de junho até final de agosto, mas as reservas apenas são aceites até 2 de abril e há lista de espera.

Esta é uma instalação criada há 10 pela artista japonesa, de 93 anos, para uma retrospetiva de carreira exatamente no Tate Modern. Chama-se "Infinity Mirror Rooms" (tr.:Sala de Espelhos Infinita") e o objetivo é provocar nos visitantes uma sensação de imensidão.

Em paralelo, o Tate apresenta ainda uma outra obra de Yayoi Kusama, "**Chandelier of Grie**f" ("Candelabro do Luto"), colocado no centro da sala de espelhos e acentuando o efeito infinito da obra da japonesa.