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Etiqueta Made in Europe

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De  Euronews
Etiqueta Made in Europe

<p>Este não é um equipamento de ski convencional. São skis de teste feitos para avaliar o desempenho do material de um dos maiores fabricantes do mundo.</p> <p>Para André-Jean Kruajitch do grupo Rossignol: “Estes skis têm o denominado toque francês. Temos o nosso próprio estilo e experiência, para fazer algo realmente divertido. Quando nos mudámos para França, para Sallanches, notámos muito mais qualidade nos acabamentos dos skis.”</p> <p>No vale de Chamonix, nos Alpes franceses fica a principal fábrica de skis, a Rossignol. Em dificuldades durante anos, o local foi revitalizado devido à decisão da empresa de encaminhar a produção da fábrica de Taiwan novamente para França. Os postos de trabalho foram mantidos e houve lugar para novas contratações.</p> <p>Anthony Girard é chefe de linha do grupo Rossignol: “Podemos fazer mais skis. É ótimo para o futuro da fábrica. Muito encorajador.” </p> <p>Aproximar a produção dos mercados principais é uma tendência crescente entre as empresas europeias. A Rossignol ainda faz vários produtos na Ásia e na Europa Oriental, mas a repatriação da produção de skis tem sido rentável. </p> <p>Segundo Bruno Cercley: “Produzir do outro lado do mundo é muito caro em termos de transporte e perde-se muita flexibilidade. O grande mercado está aqui na Europa. Estar perto de nossos mercados, conseguir chegar ao mercado rapidamente e reagir é uma vantagem em termos de competição.”</p> <p>Com cerca de quatro milhões de empregos perdidos e uma queda de 10% na produção na Europa desde 2008, as empresas europeias têm algum receio em fazer regressar a produção a casa. </p> <p>No coração das montanhas existe um nicho de óculos. Morez tenta resistir à deslocalização do sector. Criada em 1886, a empresa Albin Paget é uma das últimas fábricas no vale e os óculos são feitos completamente a nível local.</p> <p>José Correia, é polidor no grupo<br /> Albin Paget: “Aqui está, bons e brilhantes. Fazemos um bom trabalho aqui. Quando vejo óculos de grandes marcas digo que não são tão bem feitos como os nossos.” </p> <p>Acordos de licenciamento com grandes marcas de moda e a capacidade de re-abastecer os clientes rapidamente são grandes vantagens para a empresa, na luta contra os gigantes do setor.</p> <p>Jean-Michel Werling diretor executivo do grupo Albin Paget defende: “Não conseguimos competir com os salários chineses, a etiqueta made ​​in France e a recetividade do nosso mercado são uma fundação sólida que nos permite continuar a existir no mercado. Garantimos a qualidade, a percentagem de devolução é reduzida – menos de 1%. Isto é qualidade garantida”.</p> <p>A empresa tem projetos em desenvolvimento, mas sofre com o desaparecimento da mão de obra especializada.</p> <p>Cada armação requer cerca de uma centena de operações à mão, muitas feitas por Pierre: “Não é complicado, mas requer experiência e não aprendemos isso na escola. Os pintores são muito raros em Morez. Manter as habilidades tradicionais é muito importante para o futuro, para a produção de qualidade. Sem qualidade deixam de existir empregos futuro.”</p> <p>Apostar na qualidade e na maximização é o que distingue as empresas europeias que optam por não se mudar para outros países.</p> <p>Mas isso também pode ser um desafio, como para este atelier de lingerie de luxo. Tudo começou há um ano, depois da falência da empresa francesa de lingerie Lejaby. O relançamento da marca há 2 anos não conseguiu evitar a perda de muitos postos de trabalho.</p> <p>Les Atelieres nasceram das cinzas da Lejaby. Sob o comando da empresária Muriel Pernin e de alguns ex-funcionários e com o dinheiro de investidores privados, a oficina criou cerca de 30 postos de trabalho. Desempregada e depois de 38 anos na Lejaby, há algumas semanas Christiane estava confiante que os problemas tinham acabado: “Foi maravilhoso, especialmente para alguém da minha idade Um novo sopro de vida. Espero que outras empresas também possam renascer França, para que possamos salvaguardar a nossa experiência. Isso vai dar emprego às pessoas..Há muito desemprego.” </p> <p>Aquando da nossa visita, a carteira de encomendas estava cheia, mas a empresa admitiu que tinha dificuldades em fazer as entregas a tempo, porque o modelo de produção não estava completamente adaptado ao nicho de mercado. </p> <p>A maior parte do dinheiro tinha sido investido na melhoria do processo de fabricação. Para Muriel Pernin: A deslocalização é a expatriação de grandes linhas de produtos, mas não pretendemos manter as linhas de produtos mais pequenas. Não fazemos 30 mil produtos de luxo, fazemos 500 ou 1 mil peças. Gostaria de salientar que há um nicho de mercado para os produtos em pequena escala, mas é preciso repensar a organização.<br /> Hoje, quando se olha para uma organização como esta, é visível que já colocámos em prática os primeiros resultados da nossa pesquisa “.</p> <p>A busca por novos investidores sofreu um golpe, com a recusa de apoio por parte dos bancos. Estão agora em negociações. Quando esta reportagem se preparava para entrar no ar, Les Atelieres preparavam-se para anunciar falência. </p> <p>Clarence Totor afirma que: “Quando embarcámos nesta aventura sabíamos que seria dificil, dissemos a nós mesmos que ia ser difícil, mas que era possível.”</p> <p>As negociações com os bancos continuam. Se não forem bem sucedidas será o fim de um negócio ao qual não faltava talento, clientes ou projetos, incluindo o lançamento de uma marca própria.</p>