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Seis países juntam-se para exercício de resposta a crise terrorista

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De  Euronews
Seis países juntam-se para exercício de resposta a crise terrorista

<p>O grupo anarquista “Quinta-feira Negra”, com ligações a terroristas no Médio Oriente, fez duas centenas de reféns numa universidade perto da cidade belga de Antuérpia.</p> <p>Este é o cenário de um exercício de resposta a crises que envolveu 350 membros da polícia e da proteção civil de seis países, em cooperação com os serviços da Comissão Europeia (CE).</p> <p>“O mais recente atentado terrorista na União Europeia (UE) foi cometido na Bélgica por um atirador solitário que regressou do Médio Oriente, onde lutou ao lado dos jihadistas islâmicos. Mas a Europa tenta preparar-se para cenários mais complexos, tais como ataques com armas químicas e biológicas”, refere a correspondente da euronews, Isabel Marques da Silva.</p> <p>Depois de libertados, os reféns teriam de ser descontaminados, devido à ameaça dos terroristas de recorrerem a vários tipos de vírus e de produtos químicos contra os civis. </p> <p>Só depois passariam ao centro médico de campanha. A líder da equipa médica explica que “podemos receber as vítimas de ferimentos de bala, de quedas ou de lesões por agentes químicos. Todos podem receber cuidados nesta área”.</p> <p>Em 2013, foram registadas cerca de 500 detenções de suspeitos de atividades terroristas na UE. </p> <p>A agência policial Europol considera o retorno de combatentes islâmicos de origem europeia como a maior ameaça da atualidade. </p> <p>“A ameaça é relativamente similar por toda a Europa”, disse o diretor-geral dos serviços de resposta a crises da CE, Claus Sorensen. </p> <p>“É claro que alguns Estados-membros de maiores dimensões vêm partir mais jovens, mas penso que os ataques podem acontecer em qualquer lugar. Penso que não devemos exagerar a ameaça, mas temos que estar bem preparados”, acrescentou.</p> <p>França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria e Holanda juntaram-se às autoridades belgas. </p> <p>Cerca de 800 pessoas, entre especialistas, operacionais e voluntários, participaram no exercício, que foi um dos maiores de género em território europeu.</p>