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Grécia poderá desafiar reforço das sanções europeias contra a Rússia

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De  Isabel Marques da Silva  com Lusa
Grécia poderá desafiar reforço das sanções europeias contra a Rússia

<p>Na véspera de uma reunião de urgência dos chefes da diplomacia europeia, ativistas ucranianos deslocaram-se a Bruxelas, esta quarta-feira, para pedir mais sanções contra a Rússia. </p> <p>O tema vai ser debatido no seguimento do recente ataque dos rebeldes pró-russos à cidade de Mariupol. </p> <p>“Viemos pedir mais sanções, sanções, sanções!”, disse a ativista Oksana Senyczak. “Sabemos que vão a debater essa possibilidade e viemos exigir ação!”, acrescentou.</p> <p>Moscovo continua, contudo, a negar interferência nos assuntos internos ucranianos. </p> <p>Andrei Bystritsky, presidente do Clube Valdai – uma fundação russa dedicada à discussão geopolítica -, disse à euronews estar contra “qualquer endurecimento das sanções, ou sequer que se discuta esse tema”. </p> <p>“Defendo um diálogo aberto com base na verdade, em informações que sejam verificadas de forma imparcial e intelectualmente honestas”, defendeu Bystritsky.</p> <p>Como as sanções económicas são de mais difícil consenso, os ministros deverão analisar a inclusão de novos nomes à lista de pessoas com bens congelados e vistos negados. </p> <p>O ministro dos Negócios Estrangeiros (<span class="caps">MNE</span>) belga, Didier Reynders, explicou à euronews que “queremos analisar, sobretudo, como é que podemos aumentar a pressão sobre o governo de Moscovo, de forma a que ele use a sua influência na região. A nossa posição tem sido sempre a de pedir o respeito pelo protocolo de Minsk, isto é, garantir a implementação desse acordo”.</p> <p>Mas a até agora unidade dos 28 países neste tema poderá ser desafiada pela Grécia. </p> <p>O novo governo de Atenas, saído das eleições de domingo, já disse que não quer o reforço de sanções contra a Rússia e acusa o regime ucraniano de abrigar elementos fascistas.</p> <p>A reunião dos <span class="caps">MNE</span> , na qual Portugal estará representado por Rui Machete, antecede um Conselho Europeu informal, agendado para 12 de fevereiro, em que o conflito na Ucrânia será debatido.</p> <p>O conflito armado no leste da Ucrânia já fez mais de cinco mil mortos, desde que teve início em abril, segundo dados da <span class="caps">ONU</span>.</p>