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Amnistia Internacional apela a operação humanitária para salvar vidas no mar

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De  Euronews
Amnistia Internacional apela a operação humanitária para salvar vidas no mar

<p>Mil e setecentas pessoas morreram no mar Mediterrâneo desde o início do ano, cem vezes mais que no mesmo período do ano passado. A denúncia foi feita pela Amnistia Internacional, esta quarta-feira, em Bruxelas.</p> <p>Na véspera da cimeira extraordinária de chefes de Governo da União Europeia para debater a crise migratória do Norte de África para as costas europeias, a <span class="caps">ONG</span> apresentou o relatório <br /> <a href="http://www.amnistia-internacional.pt/files/Relatoriosvarios/Briefing_EuropeSinkingShame_Mediterranean.pdf" rel="external">Europe’s sinking shame: The failure to save refugees and migrants at sea” (« A vergonha profunda da Europa: falhanço em salvar refugiados e migrantes no mar »).</a></p> <p>O número de migrantes a atravessar o mar também registou recordes em 2015. Só a Itália chegaram 24 mil pessoas. </p> <p>Para a Amnistia Internacional, o fim da operação italiana de vigilância, busca e salvamento « Mare Nostrum » contribuiu para o aumento do número de mortes no mar. </p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p>Around 1700 people feared to have died crossing the <a href="https://twitter.com/hashtag/Mediterranean?src=hash">#Mediterranean</a> in 2015 alone. <a href="https://twitter.com/hashtag/SOSEurope?src=hash">#SOSEurope</a> <a href="http://t.co/JmshhhPF1T">http://t.co/JmshhhPF1T</a> <a href="http://t.co/5iEs6RwGB1">pic.twitter.com/5iEs6RwGB1</a></p>— AmnestyInternational (@AmnestyOnline) <a href="https://twitter.com/AmnestyOnline/status/590912961910300672">22 abril 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p> “O que verificamos é que cada vez mais os barcos comerciais são chamados a intervir porque é o direito do mar que os obriga a agir quando algo está a acontecer perto de onde se encontram. Mas estes barcos não estão de todo preparados para isto, têm uma tripulação reduzida mesmo que sejam muito grandes, e não têm o material necessário para o resgate”, declarou à euronews Philippe Hensmans da delegação belga da Aministia Internacional <p>A operação « Mare Nostrum » terminou no final do ano passado. Tinha um orçamento de nove milhões de euros e patrulhava uma área que se estendia a 100 milhas náuticas para Sul de Lampedusa. </p> <p>A missão foi substituida pela operação Tritão, a cargo da Agência Europeia de Fronteiras (Frontex), que está limitada à patrulha de fronteira até 30 milhas náuticas das costas de Itália e de Malta – muito aquém de onde a larga maioria dos barcos de migrantes e refugiados ficam em risco.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p>Europe’s sinking shame: The failure to save refugees and migrants at sea – read our new report <a href="https://twitter.com/hashtag/SOSEurope?src=hash">#SOSEurope</a> <a href="http://t.co/BoBRBRA0sA">http://t.co/BoBRBRA0sA</a></p>— AmnestyInternational (@AmnestyOnline) <a href="https://twitter.com/AmnestyOnline/status/590840327919030272">22 abril 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p> A Amnistia Internacional apela ao arranque imediato de uma operação humanitária para salvar as vidas no mar, com uma frota adequada de barcos e apoio aéreo. <p>“O que precisamos é de uma verdadeira política de asilo, abrir as fronteiras terrestres, aumentar os locais de realojamento, mais vistos humanitários e uma abordagem mais aberta para o reagrupamento familiar”, disse Iverna McGowan, a diretora da Amnistia Internacional Bélgica.</p> <p>A <span class="caps">ONG</span> acusa também a União Europeia de ser pouco solidária com os sírios, tendo apenas acolhido 40 mil dos quase quatro milhões de refugiados. Só a Alemanha recebeu 30 mil.</p>