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"Brexit": Cameron mostra-se satisfeito com propostas da União Europeia

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De  Pedro Sacadura  com Reuters
"Brexit": Cameron mostra-se satisfeito com propostas da União Europeia

<p>O primeiro-ministro britânico, David Cameron, considera o esboço das propostas de acordo com o Reino Unido, apresentado pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, um “verdadeiro progresso”, mas ressalva que “ainda há algum trabalho por fazer.”</p> <p>O conteúdo consta de uma carta enviada aos líderes europeus por Tusk, que referiu nas redes sociais que “estar ou não estar junto, é a questão”, revelando, assim, a prioridade em manter a unidade europeia.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="es"><p lang="en" dir="ltr">To be, or not to be together, that is the question… My proposal for a new settlement for <a href="https://twitter.com/hashtag/UKinEU?src=hash">#UKinEU</a> <a href="https://t.co/w4VSmnbahQ">https://t.co/w4VSmnbahQ</a></p>— Donald Tusk (@eucopresident) <a href="https://twitter.com/eucopresident/status/694484267015995393">febrero 2, 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>O documento contempla as reformas exigidas por Londres para renegociar a posição do Reino Unido na União Europeia. Uma das matérias mais polémicas até ao momento, traduz-se, agora, na proposta de criação de um “mecanismo de salvaguarda”, que representa, na prática, um “travão” de emergência para os benefícios sociais de trabalhadores comunitários em caso de imigração excessiva.</p> <p>“No início deste processo, elencámos as quatro áreas em que queremos mudanças substanciais e este documento apresenta essas alterações. Claro que ainda há detalhes a serem trabalhados. Ainda há coisas importantes para assegurar e a negociação no Conselho Europeu. O trabalho é difícil, mas fizemos progressos”, sublinhou, esta terça-feira, o primeiro-ministro britânico.</p> <p>À luz do documento, apresentado por Donald Tusk, não se compromete o Reino Unido a mais integração política.</p> <p>Em matéria de soberania, os parlamentos nacionais poderão, sobre certas condições, bloquear propostas legislativas comunitárias que contrariam os interesses nacionais. O chamado sistema de “cartão vermelho.”</p> <p>A proposta apresentada por Tusk também proíbe qualquer tipo de discriminação contra empresas ou pessoas que não utilizem o euro como moeda.</p> <p>O primeiro-ministro britânico e os parceiros europeus tentarão acertar agulhas e alcançar um acordo na próxima cimeira europeia, dentro de duas semanas. Esta sexta-feira realiza-se a primeira reunião de negociadores dos 28 para trabalhar a proposta.</p>