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Avramopoulos: "Regressar às políticas nacionais é prejudicial para o projeto europeu"

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De  Euronews
Avramopoulos: "Regressar às políticas nacionais é prejudicial para o projeto europeu"

<p>A crise migratória que asfixia a Grécia e um possível apoio da <span class="caps">NATO</span> destinado a travar a entrada de refugiados na Europa são temas em destaque na entrevista, exclusiva, da Euronews ao comissário europeu para a Imigração, Assuntos Internos e Cidadania, Dimitris Avramopoulos.</p> <p><strong>Efi Koutsokosta, euronews</strong> – Vai avançar com algum processo por infração contra os Estados-membros que não implementam o esquema de recolocação e outras decisões europeias?</p> <p><strong>Dimitris Avramopoulos, comissário europeu para a Imigração, Assuntos Internos e Cidadania</strong> – “Não é previsível no futuro próximo. Neste momento não queremos punir. O que queremos fazer é chamar todos à responsabilidade. Se alguns Estados-membros reagirem negativamente e não quiserem obedecer temos os meios para tentar convencê-los.”</p> <p><strong>euronews</strong> – Anunciou que as regras de Dublin vão ser novamente implementadas na Grécia. O país está numa posição de aceitar todos estes refugiados de volta?</p> <p><strong>Dimitris Avramopoulos</strong> – “Claro que não. No ano passado percebemos que a Convenção de Dublin não pode funcionar devidamente. Por isso, contemplamos uma mudança de Dublin. Mas até isso acontecer a Convenção de Dublin continua viva. Em resposta ao segundo elemento da questão, ninguém quer agravar o fardo sobre a Grécia. O país está sobrecarregado. É verdade que os holofotes estão sobre a Grécia, que o país tardou um pouco a reagir no início. Mas agora as coisas estão a funcionar, diria eu. Intensificaram os esforços.”</p> <p><strong>euronews</strong> – Ouviu-se uma nova proposta da Alemanha e da Turquia sobre uma participação da <span class="caps">NATO</span> na crise para se proteger as fronteiras marítimas. Qual é a posição da Comissão Europeia? Concorda com a proposta?</p> <p><strong>Dimitris Avramopoulos</strong> – “Não considero a proposta negativa porque a <span class="caps">NATO</span> tem a capacidade, o poder, meios e ferramentas para contribuir para o nosso esforço de melhor gestão da crise. Sempre tendo em consideração que um elemento como uma aliança, em termos de defesa, é também definido pelo inimigo. Existe um inimigo à nossa frente? Estas pessoas desesperadas são inimigos? Inimigos são os traficantes que operam.”</p> <p><strong>euronews</strong> – O primeiro-ministro eslovaco referiu que a União Europeia vai entrar em colapso se não controlarmos a crise migratória. Matteo Renzi, o primeiro-ministro italiano, também disse que a União Europeia é como a orquestra do Titanic. O que é que pensa?</p> <p><strong>Dimitris Avramopoulos</strong> – “Em vez de se culpar a Europa, é importante pensarmos que a Europa também somos nós. Penso que regressar às políticas nacionais é prejudicial para o sonho e para o projeto europeu. Melhor dizendo, faz-nos regressar ao passado negro da história europeia e a questão agora está bastante clara. Como é que a nossa geração quer ser recordada no futuro?”</p>