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População alemã e holandesa preocupadas com segurança nuclear belga

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De  Pedro Sacadura
População alemã e holandesa preocupadas com segurança nuclear belga

<p>A petição, que reclama uma avaliação independente da segurança de reatores das centrais nucleares de Tihange, perto da cidade belga de Liège, e de Doel, próximo de Antuérpia, já recolheu mais de 1 milhão de assinaturas.</p> <p>Esta terça-feira, representantes da Alemanha, Bélgica e Holanda, nações afetas à rota das centrais, estiveram reunidos com o ministro belga do Interior, Jan Jambon, que propôs comissões de avaliação mistas.</p> <p>As comunidades dos três países não escondem o medo de um desastre nuclear. </p> <p>“Dos resultados do processo de inspeção mútua devem tirar-se – naturalmente – as conclusões certas. Por exemplo, se existe um problema de segurança, então os reatores não deveriam estar a funcionar. Essa é a nossa posição clara”, sublinhou Oliver Paasch, o primeiro-ministro da comunidade alemã da Bélgica.</p> <p>Fissuras, vazamentos de gás suspeito e até um episódio de incêndio tornam difícil, para não dizer impossível, para muitos, acreditar que não existem riscos significativos como referiu a Agência Federal belga de Controlo Nuclear (<span class="caps">AFCN</span>).</p> <p>“Está claro que não existe tal coisa como energia nuclear segura. Acidentes nucleares sérios podem ocorrer em qualquer central no mundo e seguramente na Bélgica, onde existem reatores com 41 anos. Há alguns meses, o Governo também decidiu reiniciar reatores com milhares de fissuras no vaso de pressão. Estamos perante um cenário de desastre nuclear potencial”, referiu, à Euronews, Eloi Glorieux, perito energético da Greenpeace.</p> <p>Por esse motivo, multiplicam-se as vozes que dizem querer evitar outro desastre de Chernobyl, mas no coração da Europa.</p>