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Ativistas querem suspensão do glifosato por peritos europeus

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De  Isabel Marques da Silva  com WWW.GREENPEACE.ORG/EU E WWW.HORTWEEK.COM
Ativistas querem suspensão do glifosato por peritos europeus

<p>Ativistas das organizações não governamentais Avaaz e Greenpeace pediram a suspensão do uso do glifosato no primeiro de dois dias de reunião, em Bruxelas, de peritos em agricultura e alimentação dos 28 países da União Europeia.</p> <p>Trata-se do Comité Permanente sobre Plantas, Animais, Alimentos e Rações e em causa está o risco para a saúde desta substância usada em pesticidas para a agricultura e jardins.</p> <p>O ativista da Avaaz, Bert Wander, diz que “deve ficar claro para a Europa que não podemos brincar com a nossa saúde”.</p> <p>“Somos cidadãos, não somo ratos de laboratório e não vamos parar a nossa campanha. Sabemos que outros importantes estudos estão a ser feitos. Também sabemos que alguns grandes países estão muito desconfortáveis com o uso de glifosato. Não queremos que a Comissão Europeia envie um sinal de que é seguro, quando a ciência, simplesmente, não é clara sobre isso”, acrescentou.</p> <p>Alguns estudos científicos, como o da Agência Internacional para a Investigação do Cancro (que pertence à Organização Mundial de Saúde – <span class="caps">OMS</span>), apontam para risco de cancro, mas outros dizem o contrário. </p> <p>De facto, na passada segunda-feira, um <a href="http://www.who.int/foodsafety/jmprsummary2016.pdf?ua=1">comunicado da <span class="caps">OMS</span> e da <span class="caps">FAO</span></a> (outra agência das Nações Unidas, para políticas sobre agricultura e alimentação) diz que “é pouco provável que o glifosato tenha um risco carcinogénico para os seres humanos através da alimentação”.</p> <p>A Comissão Europeia quer prolongar a atual licença, que expira a 30 de junho, por mais nove anos. O comité de peritos deve decidir por maioria qualificada, na quinta-feira, se aprova a proposta da Comissão.</p> <p>França e Alemanha estão entre os países mais céticos sobre o prolongamento do uso da substância. Mas um porta-voz da Comissão Europeia disse, na terça-feira, que caberá depois aos Estados-Membros decidirem que produtos (que incluam a substância) vão poder ser comercializados.</p>