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Tentaram chegar à Europa mas a Líbia isolou-os

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De  Euronews
Tentaram chegar à Europa mas a Líbia isolou-os

<p><strong>Os líbios estão a pagar um preço demasiado elevado pelo caos em que o país mergulhou desde a queda de Kadhafi. Mas não só. Centenas de milhares de migrantes da África subsariana amontoam-se em centros de detenção em condições sub-humanas.</strong></p> <p>O Insiders foi até à Líbia, um país que mergulhou no caos desde o colapso do regime de Kadhafi há cinco anos e onde várias fações disputam o poder. Recentemente, as forças líbias reconquistaram território dominado pelo Daesh, o que trouxe um novo alento. Mas alcançar a paz parece uma meta demasiado longínqua, incluindo na capital, Tripoli. Há muito que este país se tornou numa <a href="https://www.theguardian.com/world/2016/apr/09/libya-influx-migrants-europe">placa giratória de migrantes da África subsariana rumo à Europa</a>. Mas, numa altura em que há três governos paralelos, em que a unidade se encontra desmembrada, deixou de ser possível controlar as fronteiras terrestres com os seis países vizinhos. Este território tornou-se no destino de centenas de milhares de mulheres, crianças e homens que fogem da guerra e da pobreza.</p> <p>No meio da instabilidade, os migrantes subsarianos vêm-se perante a realidade da <a href="https://anistia.org.br/noticias/libia-abuso-leva-migrantes-arriscar-suas-vidas-atravessando-o-mediterraneo/">violência, abusos e tráfico humano</a>. A ajuda internacional nem sempre chega aos destinatários. Estes migrantes amontoam-se em centros de internamento em condições sub-humanas.</p> <p>Vêm da Eritreia, da Costa do Marfim, dos Camarões, do Sudão, da República Democrática do Congo, entre outros. A Líbia não oferece a possibilidade de asilo, ou seja, estão todos em situação de ilegalidade. Grande parte sonha em alcançar a Europa, mas a travessia é cara e perigosa. Segundo a <span class="caps">ONU</span>, quase 5 mil migrantes perderam a vida no Mediterrâneo só em 2016. A jornalista Valérie Gauriat foi até Tripoli, onde se deparou com histórias de desespero: ver <em>“Abusos, violência e esquecimento: Histórias de migrantes na Líbia”.</em></p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="fr"><p lang="und" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/migrantlivesmatter?src=hash">#migrantlivesmatter</a> <a href="https://t.co/WnbzzA5pwM">https://t.co/WnbzzA5pwM</a></p>— Mixed Migration Hub (@MixMigrationHub) <a href="https://twitter.com/MixMigrationHub/status/785125282931933184">9 octobre 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Haverá uma saída para estes migrantes ou estão condenados a morrer na Líbia ou, eventualmente, na travessia rumo à Europa? A quem pertence a responsabilidade? O Insiders foi conhecer a opinião de <a href="https://eeas.europa.eu/headquarters/headquarters-homepage/5841/m-pedro-serrano-est-nomm-secrtaire-gnral-adjoint-du-seae_fr">Pedro Serrano</a>, representante da política de segurança e defesa comum da União Europeia: ver <em>“A UE “já salvou mais de 30 mil pessoas” no Mediterrâneo”.</em></p>