"Qatar tem de parar com o mau comportamento", disse ministro saudita

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De  Isabel Marques da Silva  com Lusa
"Qatar tem de parar com o mau comportamento", disse ministro saudita

<p>A crise diplomática no Golfo só se resolve quando o Qatar aceitar as exigências dos vizinhos, garantiu o chefe da diplomacia da Arábia Saudita, após uma reunião com o homólogo belga, quinta-feira, em Bruxelas. </p> <p>“Chegámos à conclusão de que basta o que basta. Se o Qatar quer fazer parte do Golfo, tem que agir de outra forma, tem de parar com este mau comportamento”, disse Adel al-Jubeir. </p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="fr" dir="ltr">S.E.M. Adel al-Joubeir, Ministre des Affaires étrangères rencontre S.E.M. <a href="https://twitter.com/dreynders"><code>dreynders</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Belgique?src=hash">#Belgique</a> <a href="https://t.co/vFMVABHfvD">pic.twitter.com/vFMVABHfvD</a></p>&mdash; Arabie Saoudite enBE (</code>KSAembassyBE) <a href="https://twitter.com/KSAembassyBE/status/888002082543992832">July 20, 2017</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>“Caso contrário, estamos preparados para esperar e ver. Não temos pressa. Mas não podemos voltar à situação anterior. Os Qataris sabem exatamente o que lhes é exigido e cabe-lhes responder. É nesse ponto que estamos”, acrescentou o governante saudita. </p> <p>Para ajudar a mediar a crise, Federica Mogherini vai deslocar-se ao Kuwait, no próximo fim-de-semana. </p> <p>A intervenção da chefe da diplomacia da União Europeia poderá diminuir a tensão regional sobre quem dá apoio a grupos extremistas, tais como o Daesh, segundo um analista político do Trend Institute. </p> <p>“A Europa tem muita experiência em lidar com pontos de vista opostos e em fazer a ponte entre pessoas no sentido de abordarem questões de interesse comum”, disse Richard Burchill à euronews.</p> <p>“A Europa também possui uma vasta experiência e capacidade institucional ao nível da luta contra o financiamento do terrorismo e do extremismo. A presença da União Europeia é bem-vinda, até porque agora não podemos confiar numa posição coerente por parte dos <span class="caps">EUA</span>. Assim, a Europa pode assumir a liderança e trazer algum equilíbrio e objetividade para o debate. E, certamente, agradeceremos esse maior envolvimento”, concluiu o analista político. </p> <p>Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito instam o Qatar a comprometer-se com seis princípios de combate ao extremismo e terrorismo islâmico, como condição para retomarem as relações diplomáticas com o país, cortadas em junho passado. </p> <p>O Qatar nega as acusações e recusa-se a aceitar as exigências, que incluem encerrar a cadeia de televisão Al-Jazira, reduzir as relações com o Irão, encerrar uma base militar da Turquia no seu território e coartar as ações de várias pessoas e entidades.</p>