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UE contra mudar estatuto de Jerusalém

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De  Isabel Silva  com LUSA, REUTERS
UE contra mudar estatuto de Jerusalém

<p>A União Europeiab (UE) discorda totalmente da posição do Presidente norte-americano de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e de transferir a embaixada dos <span class="caps">EUA</span> em Telavive para essa cidade, que os palestinianos também reclamam como sua. </p> <p>“A UE defende que seja retomado um processo de paz sério que conduza à solução dos dois Estados. Consideramos que qualquer ação que prejudique esse esforço deve ser absolutamente evitada. Deve ser encontrada uma nova via para as negociações que permita resolver o estatuto de Jerusalém como futura capital dos dois Estados”, disse, na segunda-feira, Federica Mogherini, chefe da diplomacia do bloco. </p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="en" dir="ltr">.<a href="https://twitter.com/realDonaldTrump?ref_src=twsrc%5Etfw"><code>realDonaldTrump</a>'s recognition of a unified <a href="https://twitter.com/hashtag/Jerusalem?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Jerusalem</a> as the capital of Israel would be a reckless decision showing disregard for international law and Palestinian rights. <a href="https://t.co/DzrGMeSMDT">pic.twitter.com/DzrGMeSMDT</a></p>— AmnestyInternational (</code>amnesty) <a href="https://twitter.com/amnesty/status/938424299664363520?ref_src=twsrc%5Etfw">December 6, 2017</a></blockquote><br /> <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Portugal juntou-se ao coro de membros da comunidade internacional que consideram a ideia como potencialmente provocadora de uma nova onda de violência naquela zona do Médio Oriente. </p> <p>“Não podemos acompanhar a decisão norte-americana de transferir a sua representação diplomática para Jerusalém. (…) Portugal entende que a solução dos dois Estados, o Estado de Israel e o da Palestina, coexistindo lado a lado, é a única solução capaz de ultrapassar o presente conflito israelo-palestiniano”, disse Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros. </p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="en" dir="ltr">Despite warnings from Western and Arab allies, Trump will direct the State Department to begin looking for a site for an embassy in Jerusalem <a href="https://t.co/zjk1wN8Dzx">https://t.co/zjk1wN8Dzx</a> <a href="https://t.co/O6CQ5G8jyx">pic.twitter.com/O6CQ5G8jyx</a></p>— Reuters Top News (@Reuters) <a href="https://twitter.com/Reuters/status/938441682193969157?ref_src=twsrc%5Etfw">December 6, 2017</a></blockquote><br /> <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>A parte oriental de Jerusalém, reivindicada como capital pelos palestinianos, foi anexada por Israel em 1967, num ato nunca reconhecido pela comunidade internacional. As Nações Unidas defendem que a cidade seja partilhada pelas duas partes. </p> <p>Marc Pierini, analista político no centro de estudos Carnegie Europe, disse que “deverá haver uma posição unânime sobre o facto desta decisão prejudicar as já ténues esperanças de levar a bom porto o processo de paz isarelo-palestiniano. Trata-se de um recuo e vai criar riscos de segurança desnecessários”. </p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="en" dir="ltr">Pope Francis Calls for Respect of ‘Status-quo’ in Jerusalem, Warns of Inflaming World Conflicts<a href="https://t.co/LCdpLo7qft">https://t.co/LCdpLo7qft</a> <a href="https://t.co/ys1DfepJPZ">pic.twitter.com/ys1DfepJPZ</a></p>— Haaretz.com (@haaretzcom) <a href="https://twitter.com/haaretzcom/status/938441756932235266?ref_src=twsrc%5Etfw">December 6, 2017</a></blockquote><br /> <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Já Daniel Schwammenthal, analista político pró-israelita no centro de estudos <span class="caps">AJC</span> Transatlantic Institute, considera que “a declaração de Trump simplesmente reconhece os fatos históricos e não impedirá a futura negociação sobre o estatuto de Jerusalém Oriental . Lamento, por isso, que a UE não esteja de acordo a declaração”. </p> <p>A Liga Árabe já convocou uma reunião de emergência, no sábado, e o conselho de ministros de Negócios Estrangeiros da UE deverá analisar o caso na segunda-feira.</p>