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Parlamento Europeu pede "obrigações de recuperação"

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De  Isabel Marques da Silva
Parlamento Europeu pede "obrigações de recuperação"
Direitos de autor  Emilio Morenatti/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved.   -  

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fez um sincero pedido de desculpas à Itália em nome da Europa, num discurso, quinta-feira, na sessão plenária do Parlamento Europeu: "Também é verdade que muitos não ajudaram atempadamente a Itália quando precisou, no início da crise".

Eurodeputados dos quatro maiores partidos assinaram uma resolução a pedir um pacote de investimento maciço de resposta à Covid-19.

Um orçamento mais ambicioso para a União Europeia nos próximos sete anos é uma das ferramentas, tendo o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, prometido pressionar os líderes a chegarem a acordo na cimeira da próxima quinta-feira.

Obrigações "corona" são agora de "recuperação"

Mas a maioria do Parlamento Europeu continua a exigir o que, agora, chama de "obrigações de recuperação", para se referir à emissão conjunta de dívida pública.

"Chegou a hora de reformar a nossa economia, a fim de que respeite mais o meio ambiente e os recursos naturais, bem como torná-la mais digital. E precisamos de mutualizar parte da dívida dos nossos países com a emissão de obrigações de recuperação", disse Iratxe Garcia, eurodeputada espanhola e líder da bancada de centro-esquerda.

Os eurodeputados vão votar um pacote de apoio de três mil milhões de euros para o setor da saúde e outras medidas financeiras para manter a ajuda alimentar a cidadãos vulneráveis ​​e para mitigar as perdas na pesca e aquicultura.

Alerta sobre autoritarismo

Além da frente económica, alguns líderes de bancadas também alertaram sobre a onda crescente de autoritarismo devido às leis de emergência, com crítica direta ao líder da Hungria.

"O medo, a dissimulação e o fechamento não são antídotos, mas venenos. Não há nenhuma desculpa que justifique questionar os valores democráticos e nossas liberdades individuais. Todos devem entender isso, incluindo Viktor Orbán", disse Dacian Ciolos, eurodeputado romeno e líder do grupo liberal.

A sessão plenária encerra na sexta-feira e todas as votações serão feitas via email.