This content is not available in your region

União Europeia não recua na batalha comercial

Access to the comments Comentários
De  euronews
União Europeia não recua na batalha comercial
Direitos de autor  Carolyn Kaster/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved   -  

Apesar dos resultados das eleições presidenciais dos EUA, a União Europeia não dá sinais de recuo na batalha comercial com Washington. A União Europeia anunciou que iria impor 4 mil milhões de dólares em tarifas sobre as exportações dos Estados Unidos para a União Europeia - uma medida de retaliação aos impostos norte-americanos a produtos europeus no valor de 7,5 mil milhões de dólares.

Estamos a espelhar a abordagem dos Estados Unidos na medida do possível. Porque, de certa forma, não estamos dispostos a intensificar esta batalha, então estamos a adotar essa abordagem. Portanto, para além das tarifas aos aviões, haverá também tarifas sobre bens agrícolas e industriais. Essa estratégia de olho por olho resulta de um longo conflito entre os Estados Unidos e a União Europeia sobre as ajudas à americana Boeing e à Airbus europeia. Cada lado acusou o outro de violar as regras comerciais ao conceder subsídios estatais ilegais aos fabricantes de aviões. A Organização Mundial do Comércio decidiu a favor dos Estados Unidos no ano passado, depois a favor da UE no mês passado, permitindo que os dois gigantes económicos impusessem tarifas um ao outro.
Valdis Dombrovskis
Comissário do Comércio da UE

Mas a decisão da União Europeia é encarada, por alguns especialistas, como um alerta ao próximo governo e não como uma punição.

Outras questões económicas, como um imposto sobre os gigantes digitais ou a influência comercial da China, também estarão na agenda dos europeus e norte-americanos, assim que Joe Biden se mudar para a Casa Branca.

Segundo os analistas, sentar-se à mesa das negociações será mais fácil com Joe Biden do que com Donald Trump, mas também é improvável que o presidente eleito apague completamente todas as políticas comerciais de Donald Trump a favor de um acordo de livre comércio renovado, como durante a presidência de Obama.