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Novo diploma aumenta segurança nos dispositivos digitais

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De  Méabh Mc Mahon  & Isabel Marques da Silva
A cada 11 segundos acontece um ataque pirata informático no mundo
A cada 11 segundos acontece um ataque pirata informático no mundo   -   Direitos de autor  Philippe HUGUEN / AFP   -  

A cada 11 segundos acontece um ataque pirata informático no mundo e os crimes cibernéticos estão a aumentar na Europa.

Um novo ato legislativo sobre a ciber-resiliência foi apresentado pela comissão europeia, para melhorar a segurança na tecnologia digital e ligada à Internet.

"Este ato serve para fazer soar o alarme. Os maus das fita vão continuar a atacar-nos, mas os bons deixaram de ser ingénuos. Agora somos fortes e podemos responder-lhes", disse Margaritis Schinas, Vice-presidente da Comissão Europeia, quinta-feira, em conferência de imprensa, em Bruxelas.

Os fabricantes poderão ter de pagar multas milionárias se não aplicarem regras estritas de cibersegurança que ajudem a proteger os consumidores.

As proteções terão de ser aplicadas nos dispositivos e nos programas operativos.

Consumidores e sociedade vão ser beneficiados

São muitos os aparelhos usados no quotidano que podem ser pirateados e causar danos financeiros, na saúde física e emocional , etc. 

As associacoes de consumidores congratularam-se com o anúncio e dizem que a legislação terá grande impacto.

"Estes objetos estão na casa de todos nós, como por exemplo sistemas inteligentes para fechar as portas ou para accionar as campainhas, monitores de bebés, brinquedos cada vez mais digitalizados e sempre ligados. Há muito produtos, tais como máquinas de lavar ou frigoríficos, ligados à Internet, mas muitas vezes não são seguros do ponto de vista digital", explicou Ursula Pachl, directora-geral adjunta da Organização Europeia do Consumidor.

"Podem ser um problema não só para cada consumidor, mas também para o seu lar, para a nossa sociedade e para a nossa economia. Se um objeto for alvo de ataque por piratas informáticos pode ser facilmente usado para causar disrupçao em infra-estruturas importantes. Assim, esta é uma proposta muito importante que a Comissão Europeia finalmente apresentou", acrescentou.

Se o parlamento e o conselho europeus aprovarrem o diploma, os 27 países terão de o adotar nos dois anos seguintes à entrada em vigor.