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Comissão europeia inclui petróleo no novo pacote de sanções contra a Rússia

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De  Jorge Liboreiro  & Isabel Marques da Silva
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia   -   Direitos de autor  Efrem Lukatsky / AP Photo   -  

A Comissão Europeia apresentou, quarta-feira, uma proposta de sanções contra a Rússia que estabelece as bases legais para um teto no preço para as importações de petróleo. A definição do preço está a ser coordenado com os países do G7 (economias mais ricas do mundo).

Este oitavo pacote é a resposta aos pseudo-referendos realizados, nos últimos dias, em territórios ocupados da Ucrânia com vista a sua anexação e à ameaça do governo russo de usar armas nucleares.

"Não aceitamos a farsa dos referendos e qualquer tipo de anexação na Ucrânia. E estamos determinados a fazer com que o Kremlin pague por mais essa escalada na guerra", disse Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, em conferência de imprensa, em Bruxelas.

O pacote inclui a proibição de importação de produtos russos que levará à perda de receitas na ordem dos sete mil milhões de euros para a economia russa. Vai ser proibida, também, a exportação de tecnologias necessárias para a máquina de guerra russa.

Cidadãos da UE visados

Será alargada a lista de entidades e personalidades com bens congelados e proibidas de entrar na União Europeia, incluindo cidadãos comunitários que pertencem a administração de empresas estatais russas.

"Vamos adicionar a lista mais operadores-chave. E entre esses operadores estão pessoas que não são russas, mas que ajudam a contornar as sanções", disse Josep Borrell, chefe da diplomacia da UE, na mesma conferência de imprensa.

As sanções da UE já visaram 1200 personalidades, incluindo pessoas que espalham informações falsas sobre a guerra. Entre as organizações, encontram-se bancos, empresas e outros agentes económicos e financeiros.