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Curas microscópicas

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De  Euronews
Curas microscópicas

<p>Muitos germes marinhos produzem antibióticos que podem dar origem a novos medicamentos. Existem tantas espécies que se torna difícil descobrir tudo o que ainda não sabemos sobre elas.</p> <p>Segundo o microbiologista Johannes Imhoff: “O oceano abriga uma enorme diversidade de microrganismos e apenas conhecemos uma pequena parte de tudo o que existe.”</p> <p>Os cientistas de um projeto europeu de investigação mergulham à procura de amostras em todo o mundo. As algas e as esponjas têm muitos micro-organismos com propriedades de proteção contra ameaças ambientais.</p> <p>“Cerca de 40% da biomassa das esponjas é composta por bactérias e fungos. Têm uma grande biodiversidade de microrganismos que podemos isolar em laboratório para produzir compostos bioativos”, acrescenta Johannes Imhoff.</p> <p>No laboratório, os investigadores pegam numa amostra e ajudam-na a crescer. O fungo produz compostos bioquímicos naturalmente, que têm a capacidade de eliminar células cancerígenas.</p> <p>“Temos de recriar em laboratório as condições naturais para que estes micro-organismos produzam os compostos que precisamos. A temperatura é adequada, assim como os valores de pH, os nutrientes e o ambiente biológico”, acrescenta a bióloga marinha Antje Labes.</p> <p>A espetrometria ajuda a estudar os novos compostos. Se tiverem propriedades bioativas, podem ser utilizados na medicina.</p> <p>“Os fungos podem ser benéficos para a saúde. A Penicilina é um exemplo bem conhecido, mas também existem algumas espécies de fungos marinhos que têm princípios ativos contra células cancerígenas”, diz Jan Oesterwalbesloh.</p> <p>Para testar propriedades bioativas, os compostos isolados são misturados com as células cancerígenas vivas e com um líquido que muda de cor se as células morrerem.</p> <p>Arlette Erhard explica o processo: “Se o composto matar as células cancerígenas nestes mini-tubos, a cor passa de azul a rosa. Desta forma, podemos descobrir quais os compostos com efeito contra os tumores.”</p> <p>Até agora, os investigadores já isolaram centenas de novas espécies fúngicas assim como extratos e sequenciaram três genomas, para futuros estudos clínicos.</p> <p>“Apenas há algumas décadas, o cancro era uma grande ameaça para a humanidade hoje temos muitos tratamentos. Podemos tratar algumas formas de cancro com métodos comprovados, podemos continuar a melhorar esses métodos e creio que vamos fazer muitos progressos nos próximos 10 ou 20 anos”, conclui Johannes Imhoff.</p> <p><a href="https://www.marinefungi.eu">www.marinefungi.eu</a></p>