This content is not available in your region

O gigantesco mundo dos nanossatélites

Access to the comments Comentários
De  Euronews
O gigantesco mundo dos nanossatélites

<p><strong>Os nanossatélites são pequenos cubos que prometem determinar o futuro da exploração espacial, desde as incursões a Marte até à observação de asteróides potencialmente perigosos para a Terra. No Centro Espacial Mektory de Tallin, na Estónia, um grupo de estudantes está precisamente a construir um destes concentrados de tecnologia.</strong></p> <p>Também conhecidos como <em>cubesats</em>, os <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/CubeSat">nanossatélites</a> abrem um sem número de possibilidades na aventura espacial. Daí que <a href="http://www.nanosats.eu/#page-top">o seu desenvolvimento</a> desperte o interesse tanto das grandes agências espaciais, como das universidades, como esta na capital estoniana, que integra <a href="http://www.ttu.ee/mektory-eng">o centro de inovação Mektory</a>.</p> <p><em>“Nunca imaginei que um dia pudesse participar na construção de um satélite. Sempre achei que só a <span class="caps">NASA</span> o fazia. E agora é o que estou a fazer na minha universidade”</em>, afirma Marta Hang, aluna do Programa Cubesat.</p> <p>Este programa universitário internacional para o desenvolvimento de nanossatélites reúne estudantes, professores, plataformas tecnológicas e a indústria espacial. O objetivo é formar futuros especialistas deste setor. Para isso, nada melhor do que participar numa missão espacial. <em>“Estamos a desenvolver uma unidade de um satélite em forma de cubo para deteção remota, ou seja captar imagens da Terra”</em>, explica Mart Vihmand, diretor do Merkory.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="fr"><p lang="en" dir="ltr">Ready to moving to <a href="https://twitter.com/hashtag/mektory?src=hash">#mektory</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/space?src=hash">#space</a> center of <a href="https://twitter.com/hashtag/Tallinn?src=hash">#Tallinn</a> to film next space magazine on <a href="https://twitter.com/hashtag/cubesats?src=hash">#cubesats</a>, on <a href="https://twitter.com/euronews"><code>euronews</a> <a href="https://t.co/pJIHFbg80L">pic.twitter.com/pJIHFbg80L</a></p>&mdash; claudio rosmino (</code>claudiorosmino) <a href="https://twitter.com/claudiorosmino/status/685351727432863745">8 Janvier 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Falamos de satélites que cabem na palma da mão e que podem pesar de um a dez quilos. Os componentes utilizados baseiam-se nos equipamentos já existentes, o que reduz os custos num processo que leva o seu tempo. Segundo Vihmand, <em>“demora-se três anos da elaboração do projeto até à concretização do satélite. 80% do tempo é gasto em reuniões e no trabalho ao computador. Depois, na produção da peça final que vai para o espaço, e que é montada pelas máquinas, basta um minuto para juntar todos os componentes.”</em></p> <p>Na verdade, os elementos que compõem um <em>cubesat</em> podem ser obtidos através de uma impressora 3D ou adquiridos na Internet. </p> <p>A Agência Espacial Europeia (<span class="caps">ESA</span>) pretende utilizar esta nanotecnologia nas futuras etapas da exploração do sistema solar. É Roger Walker quem está a coordenar o desenvolvimento dos nanossatélites no seio da <span class="caps">ESA</span>. <em>“Ao longo do tempo, os computadores foram encolhendo. Há algumas décadas, um computador podia ocupar o espaço de uma sala. Agora reduz-se a um telemóvel. No setor espacial temos satélites, que antes tinham a dimensão de uma máquina de lavar roupa, que são agora do tamanho de uma caixa de sapatos”</em>, salienta.</p> <p>Os <em>cubesats</em> podem ser utilizados com várias finalidades: podem testar tecnologias em órbita a custos reduzidos, conduzir observações espaciais ou tirar medidas. Walker afirma que possuem <em>“todas as funcionalidades que um satélite tem. Os painéis solares que integram permitem gerar energia, distribuí-la internamente, comunicar com a base na Terra, conduzir experiências e transmitir os dados obtidos.”</em></p> <p><a href="http://www.esa.int/About_Us/ESTEC/ESTEC_European_Space_Research_and_Technology_Centre">Em Noordwijk, na Holanda</a>, a agência europeia testa o <a href="http://www.esa.int/spaceinimages/Images/2015/12/Qarman_CubeSat_in_Hertz_test_chamber"><span class="caps">QARMAN</span></a>, um nanossatélite de estudo de novas tecnologias de reentrada na atmosfera. Mas os objetivos vão ainda mais longe: planeia-se uma missão conjunta com a <span class="caps">NASA</span> na qual estes satélites poderão ajudar <a href="http://www.esa.int/Our_Activities/Space_Engineering_Technology/Asteroid_Impact_Mission/CubeSat_companions_for_ESA_s_asteroid_mission">a neutralizar asteróides em rota de colisão com a Terra</a>.</p> <p><em>“Estamos a estudar os cubesats para fins científicos e exploratórios e uma das missões planeadas consiste exatamente em nos colocarmos às cavalitas de um asteróide. Os satélites seriam então lançados para fornecer dados sobre esse asteróide antes de a nave da <span class="caps">NASA</span> o intercetar”</em>, declara Walker.</p> <p>Outra vantagem óbvia é a redução considerável das dimensões do lixo espacial. O processo de miniaturização de componentes não pára de surpreender e, nos próximos anos, as missões previstas à Lua e a Marte já contam com os nanossatélites.</p>