A teoria do "Big Bag"

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De  Euronews
A teoria do "Big Bag"

<p><strong>A água potável é abundante em certas áreas do nosso planeta e muito escassa noutras. O transporte marítimo desta água é possível, mas dispendioso. Em Espanha, um grupo de engenheiros de</strong> <a href="http://www.refresh-fp7.eu/">um projeto europeu</a> <strong>está a testar uma forma de resolver esta questão.</strong></p> <p>Demora dois dias até encher de água potável este contentor flutuante. É suficientemente resistente para que se possa andar em cima dele e flexível o necessário para que as ondas não dificultem o seu trajeto pelo mar. <em>“Trata-se de um waterbag, ou seja, um contentor flexível para transportar água potável via marítima. É feito de um material muito resistente e estanque. Podemos juntar vários módulos com um sistema de fecho-éclair que é também à prova de água”</em>, explica-nos o engenheiro Samuele Ambrosetti.</p> <p>Gianfranco Germani ajudou a criar o sistema de zíper que permite agrupar segmentos maiores ou menores, de acordo com as necessidades. <em>“A costura foi concebida para tornar estes sacos totalmente modulares. Há duas camadas de materiais, seladas como uma sanduíche, dentro do têxtil que cobre o waterbag. No meio do fecho-éclair há uma membrana de poliuretano que garante que fique estanque”</em>, afirma.</p> <p>Este protótipo tem capacidade para dois mil metros cúbicos de água potável. Um dos desafios é assegurar que os zíperes não vão ceder quando os sacos atingirem grandes velocidades durante o transporte marítimo. Jaroslav Demuth, um dos investigadores, salienta que <em>“há um sensor de fibra ótica no interior que deteta o grau de deformação dos contentores. Se este for demasiado, devido a grandes ondas ou a uma velocidade muito elevada, o capitão recebe essa informação.”</em></p> <p>Josep Lluis Curto, o coordenador <a href="http://pt.euronews.com/2012/12/06/guardar-agua-com-um-fecho-eclair/">do projeto</a>, declara que <em>“esta tecnologia foi desenvolvida sobretudo para transportar água potável de zonas onde ela é abundante para áreas onde haja seca, que fiquem relativamente perto e que tenham necessidades pontuais. Pode ser no caso de problemas de abastecimento devido a um grande afluxo de turistas durante o verão, por exemplo. Ou então para responder a situações de emergência.”</em></p> <p>Os resultados têm sido positivos. A flutuação dos <em>waterbags</em> pode ser mantida a níveis constantes, até porque a água potável é mais leve do que a água do mar. Para além de reduzir o impacto ambiental, estima-se que os custos de transporte sejam duas vezes menores do que com os contentores tradicionais. No regresso, basta abrir os sacos para os acondicionar.</p> <p>Segundo Gianfranco Germani, <em>“o próximo objetivo é aumentar em dez ou vinte vezes a capacidade dos waterbags e criar um sistema automático de propulsão através da navegação por satélite.”</em></p>