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Japão aposta na energia que flutua

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De  Euronews
Japão aposta na energia que flutua

<p><strong>O setor das energias renováveis está a conhecer uma expansão galopante no Japão, abrindo uma série de oportunidades para as empresas tecnológicas europeias.</strong> </p> <p>Um exemplo bastante original, perto de Kobe: <a href="http://blogs.scientificamerican.com/plugged-in/will-solar-float-to-the-rescue-in-japan/">uma plataforma de painéis solares flutuantes</a> que vende eletricidade aos principais operadores energéticos. Foi uma <span class="caps">PME</span> francesa que agilizou esta tecnologia no país do Sol Nascente.</p> <p>Neige Breant, representante da Ciel et Terre Japão, salienta que <em>“o preço da eletricidade é muito elevado neste país que dispõe de uma excelente exposição solar. Mas o facto de ser muito montanhoso torna complicado e dispendioso instalar centrais solares. No entanto, há dezenas de milhares de lagos, um potencial enorme para o solar flutuante.”</em></p> <p>Esta inovação seduziu os japoneses por ser amiga do ambiente e pela facilidade de instalação. <em>“É muito fácil juntar as placas. É como se fosse um lego”</em>, explica-nos Hajime Mori, presidente da empresa. </p> <p>Um dos parceiros japoneses desta <span class="caps">PME</span> é o grupo Kyocera que produz, entre outros, painéis fotovoltaicos. <em>“Eles estavam a obter resultados muito interessantes com o sistema dos painéis solares flutuantes. Nós sabíamos que tinham conseguido levar a bom porto vários projetos aqui no Japão. Foi por isso que decidimos trabalhar com eles”</em>, afirma o diretor geral, Toshihide Koyano.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="fr"><p lang="en" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/Floatovoltaics?src=hash">#Floatovoltaics</a>!<br /> Work starts on largest floating mega solar power plant <a href="https://twitter.com/hashtag/Japan?src=hash">#Japan</a><a href="http://t.co/Eg5Wc2Be8b">http://t.co/Eg5Wc2Be8b</a> <a href="http://t.co/n5gQN7n2uH">pic.twitter.com/n5gQN7n2uH</a></p>— <span class="caps">CECHR</span> (@CECHR_UoD) <a href="https://twitter.com/CECHR_UoD/status/626372643512549376">29 juillet 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>O financiamento dos projetos foi alcançado graças à colaboração com um dos maiores organismos de investimento nipónicos, a Century Tokyo Leasing Corporation. O responsável Hiroaki Ogino conta-nos que, nos últimos dois anos, investiram <em>“em várias instalações que esta empresa fez. Eles explicaram-nos os outros grandes projetos internacionais que têm em curso. Decidimos apostar neles e tornámo-nos acionistas, com uma fatia de 15%.”</em></p> <p>A Ciel et Terre tem mais de duas dezenas de projetos no Japão. O mais recente <a href="http://www.opposingviews.com/i/world/japan-build-world%E2%80%99s-largest-floating-solar-power-plant">é particularmente ambicioso</a>. Hajime Mori revela que, a partir de setembro, vai ser construída <em>“uma instalação na barragem de Yamakura, perto de Tóquio. Terá uma capacidade de 13,7 megawatts. Para ter uma ideia, aqui onde estamos, a capacidade é de 1,2 megawatt. Ou seja, vamos multiplicar a potência por 12. Será a maior plataforma do Japão, do mundo mesmo.”</em></p> <p>A <a href="http://asia.nikkei.com/Business/Trends/Wielding-discounts-new-power-providers-battle-for-households">liberalização do mercado da eletricidade no Japão</a> está para breve. Os japoneses, normalmente sensíveis às energias sustentáveis, vão poder escolher o fornecedor. Os especialistas garantem que as empresas vão apostar fortemente na energia solar.</p> <p>Prevê-se que, no final de 2016, o Japão se torne no mercado mais relevante de energia solar, logo a seguir à Alemanha. O salão de energias renováveis deste ano em Tóquio destacou também outros recursos, como o hidrogénio para o setor automóvel, a biomassa e a energia eólica.</p> <p>Ali Izadi-Najafabadi, especialista da Bloomberg em novas energias, considera que <em>“os empresários europeus têm muito mais experiência na coordenação dos projetos. Podem rentabilizar significativamente as operações. Estabelecer parcerias com promotores japoneses é uma boa oportunidade para ambas as partes.”</em></p> <p>Na <span class="caps">COP</span> 21, o Japão propôs reduzir 26% das emissões de gases com efeito de estufa até 2030.</p>