Maia e Guida: reformadas do circo num santuário para elefantes

Access to the comments Comentários
De  Dulce Dias  com AP, EBC - Agência Brasil
Maia e Guida: reformadas do circo num santuário para elefantes

<p>Mato Grosso, no Brasil, acolhe, no <a href="http://santuariodeelefantes.org.br/">único santuário da América Latina para elefantes</a>, os dois primeiros residentes: Maia e Guida.</p> <p>Aos 40 anos e habituados a uma vida de circo, os dois elefantes asiáticos vivem agora livres, em mais de 1100 hectares de floresta, colinas, pastagens, rochedos e ribeiros.</p> <iframe src="https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fsantuariodeelefantes%2Fvideos%2F871396556295163%2F&show_text=1&width=560" width="560" height="477" style="border:none;overflow:hidden" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true"></iframe> <p>Após vários anos de planificação, Scott Blais e a mulher mudaram-se dos Estados Unidos para o Brasil, há dois anos, para criarem este santuário.</p> <p>O americano já tinha criado outro no Tennessee, Estados Unidos, em 1995.</p> <p>“O objetivo dos santuários é dar uma nova vida aos elefantes, dar-lhes espaço para recuperarem, para prosperarem. É honrar as necessidades básicas, a natureza das espécies e permitir-lhes o desenvolvimento de um futuro próprio”, explica Blais.</p> <p>O Brasil foi escolhido para a criação deste primeiro santuário, antes de mais, devido à variedade de terrenos disponíveis e à necessidade de salvar elefantes do país, mas também da Argentina, Chile ou Venezuela, por exemplo.</p> <p>Blais, diretor do Global Sanctuary for Elephants – sediado nos Estados Unidos, comprou este terreno, na Chapada dos Guimarães, com parceiros locais. Uma terra perfeita, diz Junia Machado, a presidente do Santuário:</p> <p>“Esta área que a gente escolheu tem tudo o que os elefantes necessitam: tem aclives e declives para eles puderem se exercitar, para sararem dos efeitos do cativeiro; tem muita vegetação, e a vegetação é muito variada. Como aqui era uma fazenda de gado há mais de 100 anos, existem pastos plantados e pastos nativos e os elefantes adoram pastar nas duas espécies.”</p> <iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/soT7jdW5bvE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe> <p>Estima-se que, só na América do Sul, haja mais de 50 elefantes em fim de vida “ativa” em circos.</p> <p>Incapazes de viver de forma selvagem, após décadas de cativeiro, necessitam de santuários e de acompanhamento veterinário.</p> <p>Para além do Brasil, os paquidermes têm santuários igualmente nos Estados Unidos, na Tailândia e na Malásia.</p> <p>Na natureza, a ameaça da espécie é cada vez maior: Na Ásia, as terras escasseiam; em África, são caçados ilegalmente por causa do marfim. Segundo um recenseamento, em África, entre 2007 e 2014, registou-se uma queda de 30% na população de elefantes.</p> <p>Cada vez mais países e estados proíbem o uso de animais em circos e, no santuário de Mato Grosso, Maia e Guida também não estarão expostos ao público.</p> <p>As visitas do santuário são proibidas: apenas as câmaras de vigilância permitem, à distância, a observações dos paquidermes.</p>